O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu, em entrevista ao Canal Livre medidas mais duras para o combate ao feminicídio no Brasil.
Ele propôs a adoção de castração química e o estabelecimento de pena mínima de 30 anos sem direito a qualquer benefício para autores do crime.
Para justificar a aposta no endurecimento penal, Zema recorreu ao exemplo dos sequestros. Segundo ele, o crime era frequente no Brasil nas décadas 1980 e 1990 e praticamente desapareceu após o aumento das penas. "Foi aumentar a pena para quem faz esse tipo de delito que fez com que o custo desse crime aumentasse", disse.
Além do endurecimento das punições, o pré-candidato defendeu programas de conscientização nas escolas para crianças que crescem em ambientes de violência doméstica – públicos que, segundo ele, tendem a normalizar a agressão.
Zema também defendeu a ampliação de delegacias especializadas no atendimento à mulher, com presença de agentes femininas. "Como que uma mulher vai chegar e ter a liberdade de falar com um homem?", questionou.
Minas Gerais nos dados
Dados do Ministério da Justiça colocam Minas Gerais como o segundo estado em número absoluto de feminicídios no país, com taxa proporcional à população superior à de São Paulo, o estado com maior número total.
Zema reconheceu os dados, mas atribuiu parte do resultado à herança de um estado "quebrado" que recebeu em 2019, com dificuldades para investir em segurança. Afirmou, no entanto, que avanços já foram registrados e que o índice de feminicídios em Minas começou a cair.