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Vídeo mostra filha de diplomatas sendo atropelada no Rio de Janeiro

Câmeras de segurança registraram o trágico acidente que resultou na morte da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As imagens flagraram o exato momento em que uma caminhonete de entregas perde o controle ao passar por um cruzamento, invade a calçada e atropela três pessoas, parando somente após colidir e derrubar um poste de iluminação pública.

O atropelamento mobilizou equipes de resgate na Zona Sul carioca. Entre os atingidos estavam Mariana, sua mãe — a diplomata Ana Patrícia Neves Tanaka — e um terceiro homem. Todas as vítimas foram socorridas às pressas e encaminhadas a uma unidade hospitalar da região.

Apesar dos esforços médicos, a jovem de 20 anos não resistiu à gravidade das lesões e faleceu no último domingo. A mãe de Mariana e o outro homem ferido no episódio já receberam alta médica e se recuperam do susto e dos ferimentos.

Mariana era formada em Administração e havia acabado de se mudar para o Rio de Janeiro. A jovem tinha chegado recentemente à capital fluminense para iniciar a sua trajetória profissional em uma empresa multinacional.

Família de diplomatas e despedida

A fatalidade causou grande comoção, especialmente nos círculos diplomáticos do país. O pai da jovem é o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, que atua como assessor especial da Presidência da República, encarregado de temas de paz e segurança. A mãe, Ana Patrícia, exerce o cargo de cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina.

Nesta terça-feira, o casal embarcou em direção a São Paulo, cidade onde o corpo da jovem será sepultado. Em um depoimento emocionado, o pai de Mariana compartilhou a dor da perda e a gratidão pelo tempo que passaram juntos:

"Foi um anjo que Deus me deu e com o qual eu e a minha mulher convivemos por mais de 20 anos. A forma de ver isso é agradecer por viver esses 20 anos com ela. E evitar pensar no futuro."

Investigação e versões conflitantes

A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do caso, inicialmente registrado como lesão corporal seguida de morte. Testemunhas que presenciaram o atropelamento relataram aos policiais que o motorista da caminhonete pareceu perder o controle após tentar desviar bruscamente de um ciclista que cruzava a via.

No entanto, o condutor apresentou uma versão diferente em seu depoimento oficial. Ele afirmou às autoridades que o veículo — que é um modelo elétrico — apresentou uma falha mecânica repentina, alegando que "a direção travou e o freio não funcionou".

O policial responsável pelo registro da ocorrência constatou e relatou formalmente que, no trecho do impacto, não foram encontradas marcas de frenagem na pista. O utilitário passará por perícia técnica para determinar se houve pane no sistema.

Fonte: Band.
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