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Veja o que fazer em caso de atrasos ou cancelamentos de voos em aeroportos
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Um problema técnico no sistema de controle do espaço aéreo de São Paulo suspendeu temporariamente as operaçõesna manhã desta quinta-feira (9), nos aeroportos de Congonhasna Zona Sul de São Paulo, Internacional de Guarulhosna Grande São Pauloe Viracoposem Campinas, no interior paulista. 

Segundo informações iniciais, um incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) que fica em Congonhas e é responsável por gerenciar a proteção de voo na região, teria desencadeado o problema.

Devido à pane técnica, diversos passageiros foram afetados e tiveram seus voos atrasados ou até cancelados. Muitas vezes, o passageiro fica perdido e não sabe o que deve fazer nessas situações. Por isso, o Procon-SP, orienta os passageiros sobre seus direitos em caso de atraso ou cancelamento de voo.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o passageiro tem direito a:

  • Informação prévia quanto ao cancelamento do voo nos canais de atendimento disponíveis das companhias aéreas;
  •  Viajar, tendo prioridade no próximo embarque da companhia aérea com o mesmo destino;
  • Ser direcionado para outra companhia (sem custo);
  •  Receber de volta a quantia paga.
  • Ressarcimento ou abatimento proporcional no caso de ocorrer algum dano material devido ao atraso como, por exemplo, perda de diárias, passeios e conexões;
  • Se a viagem tiver, no mínimo, uma hora de atraso, deve ser providenciado ao consumidor acesso à internet e a telefonemas. Com no mínimo de duas horas de atraso, o passageiro pode exigir alimentação e, acima de quatro horas, a companhia aérea deve fornecer acomodação ou hospedagem e transporte.

A quem procurar?

O consumidor deve buscar um posto da Aviação Civil (ANAC) dentro do aeroporto, ou o balcão de embarque da companhia para verificar as soluções oferecidas por eles. 

Caso o passageiro não consiga resolver diretamente com a empresa, deve procurar o órgão de defesa do consumidor de sua cidade ou estado.

Espaço aéreo fechado

De acordo com a FAB, “houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional”, que as atividades já foram restabelecidas e que o “problema técnico" será apurado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Já a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) disse, em nota, que acionou ações do protocolo pré-crise e que acompanha o “desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha".

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que foi identificado um problema técnico no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo. 

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, disse que é “prematuro”  falar sobre as causas da pane que provocou a paralisação dos aeroportos.

Ainda não existe uma informação concreta do que aconteceu. Como na aviação é sempre ‘segurança em primeiro lugar’, o prédio foi evacuado num primeiro momento até se verificar o que houve. Como aparentemente não foi nada grave, os controladores voltaram a trabalhar e as operações voltam ao normal

Apesar das operações terem sido reestabelecidas, a suspensão dos voos provocou um efeito cascata na malha aérea de todo o país. E a normalização dos voos será gradativa.   

Parte dos voos previstos para deixarem Congonhas a partir das 11h atrasaram ou foram cancelados. Por volta das 12h, o saguão do aeroporto de Congonhas estava lotado de passageiros aguardando informações ou tentando remarcar seus voos.

Seis voos de Brasília e que viriam para São Paulo foram cancelados nesta manhã. Em Viracopos, dez voos, entre chegadas e partidas, atrasaram.

Fonte: Band.
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