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Um em cada 3 bancos brasileiros expõe clientes a risco de fraude

Um estudo realizado pelaProofpoint, Inc., mostrou que 35% das principais instituições financeiras do país estão atrasadas em medidas básicas de proteção digital. A falha expõe clientes e funcionários a riscos elevados de ataques de falsificação de identidade por e-mail, conhecidos como phishing.

O levantamento baseia-se em uma análise do protocolo DMARC (Autenticação, Relatório e Conformidade de Mensagens Baseadas em Domínio) em 20 bancos no Brasil. O sistema funciona como uma barreira de validação que checa a identidade do remetente antes que a mensagem chegue ao destino. O mecanismo possui três níveis: monitoramento, quarentena e rejeição — sendo este último o mais seguro contra fraudes.

Crescimento de incidentes e prejuízos bilionários

O cenário de alerta ocorre em meio ao avanço das ameaças cibernéticas no país. Dados do Banco Central do Brasil mostram que os incidentes cibernéticos críticos relatados por instituições financeiras saltaram de 20, em 2020, para 76, em 2025. Destes, os casos que resultaram em prejuízos financeiros subiram de nove para 36 no mesmo período.

"O setor bancário do Brasil encontra-se em um ponto de inflexão crítico. À medida que nossa economia digital se acelera, os cibercriminosos estão explorando o e-mail para se passar por bancos de confiança e fraudar os clientes", alerta Marcos Nehme, Country Manager da Proofpoint no Brasil

Em paralelo, o Observatório da IBRINC estima que os golpes financeiros custaram aos brasileiros R$ 10,1 bilhões em 2024, montante que inclui R$ 4,94 bilhões associados exclusivamente a fraudes no PIX.

O retrato da segurança nos bancos brasileiros

Apesar das vulnerabilidades, a pesquisa aponta que a maioria das instituições avançou na adoção de defesas:

  • 85% dos bancos brasileiros utilizam algum nível de DMARC.
  • 65% aplicam o nível mais rigoroso (Rejeição), que bloqueia e-mails fraudulentos antes de chegarem ao correntista.
  • 15% utilizam o nível de Quarentena.
  • 5% utilizam apenas o nível de Monitoramento.
  • 35% ainda falham em adotar o nível de Rejeição, mantendo uma brecha significativa na segurança.

Como se proteger contra golpes?

Especialistas em segurança da informação recomendam que os correntistas adotem hábitos preventivos no dia a dia digital:

  • Desconfie de urgências: Fique atento a mensagens que cobram dados de login, senhas ou que ameacem suspender contas e serviços caso um link não seja acessado imediatamente.
  • Valide a origem: Verifique cuidadosamente o endereço de e-mail do remetente e desconfie de comunicações em nome de marcas conhecidas, colegas de trabalho ou fornecedores.
  • reforce a segurança: Utilize sempre a autenticação multifator resistente a golpes, como o uso de chaves de acesso (passkeys).

O levantamento foi realizado em agosto de 2026 com base nas 20 principais instituições financeiras do Brasil, avaliadas por receita conforme dados oficiais do Banco Central do Brasil.

Fonte: Band.
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