O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou na noite de segunda-feira (30) que os revendedores de gasolina reduzam imediatamente os preços cobrados nos postos do país, em publicação na rede Truth Social, alegando que os valores não acompanham a queda recente do petróleo.
Na mensagem, Trump afirmou que "os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE" e que eles estão "muito altos" em comparação com o patamar atual do barril de petróleo, que, segundo ele, está em US$ 68 e continua em queda no mercado internacional.
O presidente disse ainda que os postos devem repassar a redução dos custos diretamente aos consumidores e criticou possíveis aumentos provocados por especulação. Para Trump, práticas desse tipo são "totalmente ilegais", e ele advertiu que, caso não haja corte nos preços, "grandes problemas virão" para os revendedores.
Pressão do governo por preços menores
A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda nas cotações do petróleo seja refletida de forma rápida nas bombas. A leitura no entorno da Casa Branca é de que o recuo da commodity abre espaço para aliviar o custo dos combustíveis para motoristas norte-americanos.
Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, reforçou esse discurso ao afirmar que o preço médio da gasolina pode retornar em pouco tempo ao nível de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado a marca de US$ 4 nas últimas semanas em diferentes regiões do país.
Oferta de petróleo e sanções à Venezuela
Em entrevista à emissora Fox News, Burgum atribuiu a expectativa de redução a um aumento da oferta de petróleo no mercado global. Segundo ele, a maior disponibilidade do produto tende a pressionar para baixo os preços internacionais e, consequentemente, o valor cobrado dos consumidores nos postos norte-americanos.
O secretário apontou ainda que a flexibilização recente das sanções impostas à Venezuela também contribui para esse movimento. Na visão de Burgum, o país sul-americano atua como uma aliada estratégica dos Estados Unidos na área energética, o que pode ampliar o volume de petróleo disponível e acelerar a queda da gasolina nas bombas.
Com informações do Estadão Conteúdo.