O forte temporal que atingiu o Rio Grande do Sul nos últimos dias provocou estragos e deixou um rastro de destruição em 21 municípios gaúchos. De acordo com último o relatório divulgado pela Defesa Civil estadual, as instabilidades climáticas vieram acompanhadas de chuva volumosa e rajadas de vento intensas, que resultaram em destelhamentos de casas, quedas de árvores e problemas no abastecimento de água e luz.
Até o esta segunda-feira (20), o órgão contabiliza oficialmente 10 pessoas desalojadas no Estado, sendo cinco em Alegrete, três em São Borja e duas em Cerro Branco. O volume de chuva acumulado foi expressivo em um período de 12 horas, principalmente na Fronteira Oeste e na região Sul.
A cidade de Quaraí liderou o acumulado com 60,8 milímetros de chuva, seguida por Jaguarão com 48,5 milímetros e Rosário do Sul com 40,0 milímetros. Logo atrás, os municípios de Uruguaiana e Alegrete registraram, cada um, 35,4 milímetros de precipitação, enquanto Santa Vitória do Palmar atingiu 28,4 milímetros e Pinheiro Machado marcou 27,6 milímetros. Paralelamente, a força do vento causou grande preocupação.
Santa Maria registrou a rajada mais forte do Estado, atingindo a marca de 90,0 quilômetros por hora. O vento também soprou forte em Jaguarão, com registros de 79,2 quilômetros por hora, e em Dom Pedrito, que alcançou 76,3 quilômetros por hora. Outras cidades que enfrentaram ventanias severas foram Pinheiro Machado, com 72,4 quilômetros por hora, São José dos Ausentes, com 71,6 quilômetros por hora, e Canela, com 57,2 quilômetros por hora.
Entre os principais incidentes relatados estão os danos em 16 residências e em um prédio da prefeitura em Arroio Grande. Em Bagé, além da falta de energia, oito casas foram destelhadas. O município de Alegrete registrou estragos nos telhados de 10 moradias, enquanto Santa Maria concentrou danos em cinco residências e registrou a queda de tapumes em obras de pelo menos sete bairros diferentes.
Em São Francisco de Assis, o temporal danificou duas casas e uma igreja, afetando também a cobertura de uma farmácia. As equipes de socorro locais trabalham na desobstrução das estradas e na distribuição de lonas para as famílias prejudicadas.
A Defesa Civil segue monitorando a situação em todo o território gaúcho e orienta a população a buscar ajuda ligando para os números de emergência 190 ou 193 caso identifique situações de risco em suas comunidades.
Previsão do tempo
A previsão do tempo para Porto Alegre indica a continuidade de dias chuvosos e instáveis ao longo de praticamente toda a semana. Os moradores da capital do Rio Grande do Sul devem se preparar para a permanência da instabilidade climática.
A presença de chuva se estenderá pelo menos até quinta-feira na região metropolitana. O cenário de instabilidade mudará no fim da semana, quando o tempo começa a abrir um pouco mais em Porto Alegre a partir de sexta-feira. A previsão confirma máxima de 21 ºC para a capital gaúcha, com registro de precipitação ao longo de todo o dia.