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Tarcísio critica repasse federal à saúde de SP e cita perda de R$ 2,7 bi

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o financiamento federal da saúde paulista durante o debate da Band deste domingo (9). Segundo o candidato, a defasagem do teto destinado a procedimentos de média e alta complexidade provoca um prejuízo de R$ 2,7 bilhões por ano ao estado.

Tarcísio afirmou que São Paulo está entre os estados que mais realizam procedimentos de média e alta complexidade, mas, segundo ele, recebe um dos menores valores per capita para esse tipo de atendimento.

“Por que o Estado, que faz mais cirurgias de média e alta complexidade, um dos cinco que mais faz procedimentos, tem um dos cinco piores resultados per capita em termos de teto MAC? Isso é uma coisa para se explicar”, afirmou.

O teto MAC corresponde aos recursos destinados ao financiamento de procedimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Tarcísio também afirmou que o aumento das cirurgias eletivas durante seu mandato foi financiado principalmente pelo Tesouro estadual. Segundo o governador, São Paulo realizava historicamente cerca de 750 mil cirurgias eletivas e atualmente faz 1,4 milhão.

“A gente dobrou a quantidade de cirurgias eletivas. E só 14% disso tem a ver com recurso federal. O resto é esforço do Tesouro”, declarou.

Tabela SUS Paulista

Ao falar sobre o financiamento da saúde, Tarcísio defendeu ainda a Tabela SUS Paulista, criada para complementar com recursos estaduais os valores pagos pela tabela nacional do SUS.

O governador afirmou que encontrou cerca de 8 mil leitos fechados ao assumir o estado e atribuiu parte das dificuldades enfrentadas pelas santas casas à defasagem dos valores pagos pelos procedimentos. “Quanto mais procedimento a gente faz, mais prejuízo as santas casas têm. Invariavelmente, elas ficam endividadas”, disse.

Segundo Tarcísio, com a tabela paulista, o estado passou a pagar em alguns casos de três a cinco vezes o valor previsto nacionalmente. Ele citou como exemplo um parto, que teria remuneração de R$ 440 pela tabela nacional e de quase R$ 2,3 mil em São Paulo.

O governador também mencionou leitos de UTI, cujo valor passaria de R$ 700 para aproximadamente R$ 2,1 mil, e cirurgias de vesícula, de R$ 990 para cerca de R$ 4 mil. Tarcísio afirmou que 8,4 mil leitos foram abertos durante seu mandato e citou ainda a inauguração de 14 hospitais.

O candidato também destacou investimentos em regionalização e saúde digital. Entre as iniciativas citadas estão o gerenciamento remoto de UTIs, a telemedicina para pessoas sob custódia do sistema prisional e a ampliação do atendimento remoto na atenção básica.

Tarcísio afirmou ainda que o governo estadual transferiu R$ 5,2 bilhões aos municípios no ano passado. Segundo ele, parte dos recursos está vinculada ao cumprimento de indicadores, como cobertura vacinal, realização de pré-natal, acompanhamento de diabetes e pressão arterial e prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero.

Para o governador, o fortalecimento da atenção básica pode reduzir internações evitáveis e melhorar o atendimento na rede estadual.

Fonte: Band.
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