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Taís Araújo admite frustração com rumo de Raquel em Vale Tudo
Foto: reprodução Instagram

Taís Araújo visitou a exposição Ancestral: Afro-Américas no CCBB-RJ, no Rio de Janeiro e aproveitou para comentar o rumo de sua personagem 'Raquel', na novela Vale Tudo.

A atriz não mediu palavras e admitiu frustração com o rumo da personagem.

“Esse momento da Raquel voltar a vender sanduíche na praia, confesso que recebi com um susto. Porque não é a trama original. Então, para mim, a Raquel ia numa curva ascendente. Quando vi aquilo, falei: 'Ué, vai voltar para a praia, gente'”, comentou a atriz em entrevista à revista Quem. 

O drama da cozinheira também virou assunto nas redes sociais com os expectadores reclamando que a personagem não ia se tornar a mulher poderosa da primeira versão. "Também tinha a esperança disso e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, de ver uma outra narrativa sobre mulheres negras", disse ao repórter Patrick Monteiro.

"Quando peguei a Raquel para fazer, falei: 'Cara, a narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. E ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Vai ser linda e ela vai ascender e ela vai permanecer'. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira. Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada", afirmou.

"É urgente que a gente se veja nesse lugar. E acho que a Raquel tinha todas as possibilidades da gente contar essa nova narrativa dessa mulher. E quando li, pensei: Ai, meu Deus, não vai ter? Não, não vai ter'. Tenho que lidar com a realidade que me cabe, que é a de uma intérprete, de uma personagem, que não é escrita por mim", lamentou se referindo a autora da novela, Manuela Dias.

Taís ainda fez questão de deixar um recado para o público fã da novela. "Estou vendo tudo que as pessoas tão falando, tá, gente? Vendo, escutando, lendo, entendendo. Me alio para caramba com vocês nesse sentimento. Inclusive, às vezes de frustração. De querer um outro movimento. Gostaria muito mesmo que a batalha que ela tivesse, o conflito em si, fosse de outra ordem. Conflitos éticos com Odete, por exemplo. E aí quando não tem, a gente tem que lidar com o que tem. E o que tem é isso", aponta.

 

Fonte: Fabíola Nishi.
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