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SP registra 45 recusantes ao bafômetro por dia em 2026; saiba punições

Um levantamento exclusivo baseado em dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) revela que cerca de 45 motoristas se recusam a fazer o teste do bafômetro por dia na capital paulista. No primeiro semestre deste ano, apenas 217 condutores foram flagrados sob o efeito de álcool, enquanto mais de 8.157 se negaram a soprar o bafômetro durante as blitzes.

A recusa em realizar o exame tem respaldo jurídico. O advogado especialista em trânsito Maurício Januzzi explica que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, mas destaca que a legislação prevê sanções administrativas severas. Quem nega o teste é autuado com multa de quase R$ 3 mil, além de estar sujeito ao bloqueio da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e à retenção do veículo.

As operações de fiscalização foram intensificadas no estado. O Detran-SP informa que quase quadruplicou o número de blitzes desde o início do ano, e a Polícia Militar de São Paulo já abordou mais de 80 mil condutores nas vias públicas. Apesar do aumento do policiamento, a quantidade de motoristas que evitam a medição evidencia os desafios para coibir a embriaguez ao volante na capital.

Ações de conscientização e risco no trânsito

Acidentes provocados por motoristas embriagados têm resultado em mortes recentes na região metropolitana de São Paulo. Casos como o do garoto de recados Fábio de Souza, atropelado na contramão, do gari Diego da Silva e do casal Nilson e Maria Goretti — atingidos por um condutor com a CNH cassada — reforçam os perigos da combinação entre álcool e direção.

O diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária, Ronaldo Rodrigues, defende que a fiscalização isolada não é suficiente para mudar a estatística. Segundo ele, é indispensável manter campanhas permanentes de educação para o trânsito e assegurar uma comunicação eficiente capaz de transformar o comportamento dos motoristas.

Na avaliação do coordenador do Detran-SP, Davi Artigas, a relação de causa e efeito entre o consumo de bebidas alcoólicas e as ocorrências de trânsito é comprovada pelas estatísticas. As autoridades reforçam que, além das penalidades financeiras e administrativas, a conscientização individual é o principal mecanismo para conter novos atropelamentos e acidentes graves nas vias urbanas.


Fonte: Band.
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