Falhas de segurança e mortes recentes em atividades de lazer voltaram a acender o alerta sobre o turismo de aventura no Brasil. Casos registrados no Paraná e em São Paulo mobilizam investigações e colocam em discussão a importância da prevenção e da fiscalização em passeios e esportes radicais.
Em Foz do Iguaçu, no Paraná, um barco com oito pessoas virou durante um passeio no Rio Iguaçu. Um turista holandês de 25 anos morreu afogado, enquanto os demais ocupantes e tripulantes foram resgatados com vida.
Outro caso grave ocorreu em Limeira, no interior de São Paulo. Uma jovem de 21 anos morreu após saltar de rope jump sem a corda. A Justiça marcou a primeira audiência do caso para 2 de setembro, e quatro acusados pela morte permanecem presos preventivamente.
Credenciamento e manutenção reduzem riscos nas atrações
Apesar dos episódios recentes, destinos tradicionais buscam reforçar medidas de prevenção para garantir a integridade dos visitantes. No Rio Grande do Norte, os passeios de buggy pelas dunas exigem credenciamento dos profissionais e revisões constantes nos veículos.
Segundo Jerri Andrés, presidente do SindBuggy/RN, a modalidade passou por transformações ao longo dos anos para aumentar a proteção dos turistas. O representante destaca que os veículos atuais contam com tecnologias mais modernas e passam por vistorias semanais em itens cruciais, como suspensão, motor e câmbio.
Especialistas e profissionais do setor reforçam que a contratação de serviços credenciados e o cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança são indispensáveis para evitar novos acidentes e garantir a diversão sem riscos.