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Rubio responde Flávio, cita Pix e reforça posição dos EUA sobre tarifaço
Instagram/Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta enviada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre a aplicação de tarifas sobre importações de produtos brasileiros. Em documento divulgado nesta sexta-feira (26), o trumpista citou o trabalho entre os países no combate ao narcotráfico, mas defendeu a política americana contra o Brasil nas sanções econômicas.

No texto, Rubio reforça a importância de proteger os cidadãos contra o crime organizado transnacional. O secretário de Estado agradeceu o apoio do senador à decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. "Os EUA reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança dos cidadãos de bem em todo o nosso hemisfério compartilhado. Ao atingir suas redes financeiras, de tráfico de drogas e de armas, estamos adotando medidas decisivas para proteger tanto o povo brasileiro quanto o americano contra o crime organizado transnacional".

No entanto, Rubio defendeu a aplicação de tarifas aos produtos brasileiros e citou pontos da investigação iniciada em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump e do relatório do embaixador e representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, que defende que certos atos do Brasil restringem o comércio americano. Mesmo sem citar o Pix, o trumpista se referiu ao meio de pagamento brasileiro.

"O embaixador Greer deixou claro que continuamos a ter divergências substanciais quanto à resolução das questões identificadas nessa investigação. Essas questões dizem respeito ao comércio digital, aos serviços de pagamentos eletrônicos, às tarifas preferenciais consideradas injustas, à aplicação de medidas anticorrupção, à proteção da propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao desmatamento ilegal", disse Rubio.

O secretário de Estado também citou a viagem que Flávio Bolsonaro fará aos EUA no próximo dia 6 de julho para participar de em uma audiência no governo americano para debater o tarifaço. "Qualquer parte interessada no Brasil poderá participar do período de consulta pública sobre a ação de resposta proposta e da audiência pública que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos realizará".

Por fim, Rubio disse que os EUA estarão preparados para trabalhar em conjunto com o Brasil independente do resultado das eleições. "Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável. Registramos seu otimismo em relação às eleições de outubro e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso o senhor seja eleito. Os EUA estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para promover uma estrutura de comércio e investimentos ampla, justa e mutuamente benéfica".

Fonte: Band.
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