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RJ suspende aulas por previsão de ventos fortes; Defesa Civil emite alerta
Imagem ilustrativa de vento

A Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu, no início da manhã desta sexta-feira (7), um alerta severo para a capital fluminense informando que a cidade deve ser atingida por ventos fortes nas próximas horas.

Conforme a publicação do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), a cidade do Rio de Janeiro está em “estágio 2” de alerta. Por conta da previsão, as aulas foram suspensas, tanto na rede pública municipal da capital quanto na rede estadual (veja abaixo).

“O Centro de Operações Rio informa que a Defesa Civil enviou um alerta para a população às 5h05 desta sexta-feira (7/8) devido aos registros de ventos moderados a fortes durante a madrugada”, informou o COR-Rio.

Segundo a publicação, a cidade registrou na estação Vidigal:

Conforme o COR-Rio, permanece a previsão de ventos acima de 90 km/h na cidade do Rio.

“Vale lembrar que as aulas na rede pública municipal estão suspensas nesta sexta-feira. Desloque-se pela cidade somente em caso de necessidade e mantenha-se informado através dos canais oficiais”, alertou o órgão.

A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu suspender as aulas na rede pública municipal nesta sexta-feira (7) devido à previsão de ventos acima de 90 km/h na cidade. Segundo comunicado, a medida preventiva tem objetivo de “garantir a segurança dos nossos alunos, profissionais da educação e famílias".

“O Sistema Alerta Rio segue monitorando as condições do tempo. O Super El Niño influencia o cenário climático e pode provocar eventos extremos, como ventos fortes e muito fortes”, declarou a prefeitura em nota.

Também por conta da previsão dos fortes ventos, o governo fluminense anunciou a suspensão das aulas da rede pública estadual de ensino e da rede Faetec.

A passagem de um sistema de baixa pressão, a partir desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai pode dar origem a um ciclone extratropical com características mais intensas, o chamado ciclone bomba.

Segundo o astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Micael Cecchini, o sistema de baixa pressão ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de outra massa de ar quente e a diferença de temperatura causa uma rápida diminuição da pressão entre elas.

Na prática, isso causa um ciclone que, para ser considerado bomba - ou ciclogênese explosiva, que é o nome científico do fenômeno - precisa apresentar uma queda na pressão atmosférica, a partir de 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas.

“Milibares é a unidade de pressão que a gente usa para medir a pressão atmosférica”, explica o professor que recebe apoio do Instituto Serrapilheira.

A previsão é de que isso ocorra na passagem do sistema pela região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Como a pressão é mais baixa e a diferença de temperatura é mais intensa nos casos de formação de ciclone bomba, as tempestades se formam na divisa entre as duas massas.

Devido à chegada de uma frente fria vinda do Sul, associada à formação de um ciclone bomba, o governo de São Paulo irá instalar, nesta quinta-feira (6) um gabinete de crise para monitorar o estado até sábado (8).

A mudança no tempo ocorre após um período de temperaturas atípicas para a época e deve trazer chuvas moderadas e rajadas de vento de até 100 km/h, segundo alerta do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

As rajadas de vento começam por volta das 14h desta quinta-feira (6), com previsão de alerta laranja - os ventos devem ser de até 60 km/h.

Na sexta-feira e sábado, está previsto alerta vermelho com rajadas de vento fortes podendo chegar a 100 km/h, com destaque para o litoral paulista, faixa leste e regiões de serra.

Já no domingo (9), a previsão é de alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente para o Rio de Janeiro.

Em relação às chuvas, a previsão é de que o acumulado entre esta quarta e domingo seja de no máximo 40 milímetros, com maior incidência na faixa sul e região de Sorocaba.

Em comunicado, a Defesa Civil informou que acompanha continuamente a evolução das condições meteorológicas por meio do monitoramento constante.

*Com Agência Brasil.

Fonte: Band.
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