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Rico Melquíades sai em defesa de Deolane após prisão: 'Virou perseguição'

O influenciador Rico Melquíades saiu em defesa de Deolane Bezerra após a prisão dela nesta quinta-feira (21) em uma operação da Polícia Civil de São Paulo. Ela é investigada por participar de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Para Rico Melquíades, a prisão o faz ter vergonha de ser brasileiro. "Hoje os influenciadores são os criminosos e os bandidos de verdade, são os honestos, pessoas de família", disse. Ele afirmou que os papéis estão sendo invertidos. "Quem merece de verdade ser preso e acordado com a polícia na porta, não é, mas hoje em dia os influenciadores são tudo presos, criminosos, bandidos, tudo de facção, gente? Os papéis foram invertidos, o que está acontecendo?", questionou.

Para o influenciador, a prisão de Deolane é fruto de uma perseguição. "Isso já virou perseguição. Mãe solo, independente, que não depende de macho nenhum... vai presa. Esse é o Brasil em que a gente vive", lamentou.

"A mulher trabalha, paga seus impostos e tenta vencer na vida acaba sendo tratada como criminosa. Quem tem que estar na cadeia, não está", afirma Rico, que não diz que criminosos deveriam ser presos.

Suspeita de envolvimento com o PCC causou prisão de Deolane

A operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo que prendeu Deolane Bezerra investigou uma empresa com nome fantasia de “Lado a Lado Transportes”, localizada nas proximidades da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a investigação, ela foi beneficiária do dinheiro da empresa.

Segundo o Ministério Público, a empresa de fachada funcionava literalmente "lado a lado" com o estabelecimento prisional que abrigava sua liderança real. A transportadora movimentou mais de R$ 20 milhões, com diferença entre despesas bancárias e declarações fiscais da ordem de mais de R$ 6,9 milhões, montante que configurava saída de recursos visando a dissimulação de valores ilícitos.

A frota da empresa, que se iniciou com sete caminhões e oito semirreboques, chegou a contar com mais de 50 caminhões de grande porte, “sem que seus titulares fossem capazes de justificar a origem dos recursos que financiaram essa expansão”.

Ainda conforme o Ministério Público paulista, Deolane Bezerra foi identificada pelas investigações como beneficiária de valores oriundos da transportadora, os quais foram recebidos em contexto de "acerto" e "fechamento" financeiro – e não como remuneração por serviços advocatícios ou outra contraprestação lícita identificável.

Ela, conforme o MP, apresenta um perfil característico de integrante do núcleo financeiro da organização com elevada capacidade de movimentação econômica e projeção pública. “Possui estreita ligação com Everton de Souza, que indicou suas contas para recebimento dos valores”.

Fonte: Band.
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