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“RÉcorde” ou “reCOrde”? Qual é a forma correta de pronunciar “recorde”?

A TV Globo passou a responder judicialmente a uma ação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais, que questiona a forma como a emissora pronuncia a palavra "recorde". A ação alega que a emissora utiliza a pronúncia "récorde" em sua programação jornalística e esportiva, o que estaria ensinando a nação brasileira a falar de forma incorreta.

O Ministério Público Federal solicita o pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos, além da veiculação de uma retratação em rede nacional. O órgão alega que, ao disseminar a pronúncia considerada errada por meio de um veículo de grande alcance, a emissora causa um prejuízo educacional e cultural ao país.

Mas afinal, como pronunciar “recorde”?

De acordo com as diretrizes de pronúncia, a palavra recorde deve ser proferida como paroxítona, ou seja, com a sílaba tônica no "cor" (re-COR-de). O uso do acento tônico na primeira sílaba ("récorde") é classificado como um erro comum de prosódia, frequentemente influenciado pela língua inglesa.

Em dicionários tradicionais e nos estudos linguísticos, dois fatores costumam ser considerados nessa discussão: a origem da palavra e o uso que se faz dela atualmente.

“Recorde” entrou no português por influência do inglês record, muito comum no universo esportivo e em contextos de desempenho. Ao ser incorporada ao nosso vocabulário, a palavra passou por adaptação. Em muitas transmissões esportivas, por exemplo, consolidou-se a pronúncia com tonicidade na primeira sílaba — “REcorde” — acompanhando o padrão do inglês.

Por outro lado, a tradição normativa sustenta que a forma mais adequada seria “reCORde”, com a sílaba tônica na segunda parte da palavra, considerando “REcorde” um traço mais próximo do estrangeirismo.

O que se observa hoje, porém, é que gramáticas, dicionários e estudiosos reconhecem as duas pronúncias como variantes aceitas no português contemporâneo. A ideia de que existe apenas uma forma “correta” não contempla essa realidade de convivência entre usos, especialmente quando se consideram diferentes contextos e registros de fala.

Afinal, qual usar?

Se a dúvida for prática — qual pronúncia adotar no dia a dia — a orientação depende da situação.

Em contextos formais, como apresentações acadêmicas ou entrevistas de emprego, costuma-se recomendar “reCORde”, por ser a forma tradicionalmente associada à norma culta.

Fonte: Band.
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