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Quem era Lívia, jovem morta em acidente com Porsche Cayman

Sorriso meigo, brilho no olhar e uma alma generosa que fazia o bem sem esperar nada em troca. É assim que Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, é descrita por todos que a conheciam. A morte da jovem, que era estudante de Relações Internacionais na PUC-Campinas, deixou uma marca profunda em sua comunidade.

Para sua família, Lívia era muito mais do que uma notícia. Ela era uma menina doce, educada, uma filha maravilhosa, irmã presente e uma tia apaixonada pela sobrinha. Com um coração enorme e um amor imenso pelos animais, ela era incapaz de ver um bichinho precisando de ajuda sem querer cuidar. No dia de sua morte, ela dedicou seu tempo a cuidar do avô acamado, um gesto que hoje a família interpreta como uma despedida silenciosa.

A família reforça que ela deve ser lembrada por sua alegria e responsabilidade. Na noite do acidente, Lívia avisou a irmã quando estava saindo do restaurante e chegou a enviar uma foto de dentro do carro enquanto voltava para casa. Na mensagem enviada à Band, a irmã destaca:

“Era cedo ainda. Ela sempre foi responsável. É assim que queremos que ela seja lembrada.

O acidente

Lívia foi uma das vítimas fatais de um grave acidente ocorrido na última sexta-feira (10), na altura do km 93 da Rodovia Francisco Von Zuben (SP-091), em Campinas (SP). Ela estava acompanhada de Arthur Rodrigues de Souza, também de 20 anos, com quem havia saído para jantar na noite de sexta-feira (10). Imagens de monitoramento registraram o casal saindo do restaurante e entrando em um Porsche Cayman, pertencente a Arthur.

No caminho para deixar Lívia em casa, o veículo, que trafegava em alta velocidade pela rodovia, perdeu o controle, colidiu contra uma árvore e explodiu. Devido à gravidade do impacto e ao incêndio, os dois jovens morreram carbonizados antes que pudessem ser resgatados.

A espera e o luto da família

Enquanto Arthur, que era estudante de medicina, foi identificado e sepultado no domingo (12) em Albertina (MG), a família de Lívia enfrenta dias de sofrimento prolongado.

Quase uma semana após o acidente, o corpo da jovem ainda não foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). Como forma de amenizar a angústia, familiares e amigos têm depositado flores no local do acidente para se despedir.

Para tentar amenizar a angústia da espera, familiares cercam o local do acidente com flores coloridas, símbolo do carinho que Lívia espalhava

Para tentar amenizar a angústia da espera, familiares cercam o local do acidente com flores coloridas, símbolo do carinho que Lívia espalhava

Foto: Rafaela Oliveira

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) esclareceu que a identificação das vítimas depende de procedimentos técnicos complexos, como exames de DNA e análise de arcada dentária, o que pode estender o prazo para a liberação aos familiares.

Atualmente, o único desejo da família de Lívia é poder prestar a última homenagem, como pede um trecho da mensagem enviada pela irmã à Band:

Nosso único pedido é que possamos dar a ela um sepultamento digno, cercada pelo amor da família que nunca deixou de esperá-la. É isso que a Lívia merece.

Leia na íntegra a mensagem enviada da irmã sobre Lívia

'A Lívia era muito mais do que uma notícia. Ela era uma menina doce, educada, alegre e cheia de vida. Tinha um coração enorme e um amor imenso pelos animais. Era incapaz de ver um bichinho precisando de ajuda sem querer cuidar. Assim como todos ao seu redor. Ela inclusive no dia da morte, cuidou do avô que acamado o dia todo. Era uma despedida e a gente não sabia. Ela espalhava carinho por onde passava e fazia o bem sem esperar nada em troca.

Ela era uma filha maravilhosa, uma irmã presente, uma tia apaixonada pela sobrinha e uma amiga leal. Tinha sonhos, planos e uma vida inteira pela frente. Nós vivemos muito juntas. Inclusive ela me avisou quando estava saindo do Seo Rosa, mandou uma foto dentro do carro e estava vindo. Era cedo ainda. Ela sempre foi responsável. É assim que queremos que ela seja lembrada.

O que estamos vivendo é muito injusto. Além da dor imensurável de perder a Lívia, nossa família ainda enfrenta a angústia de não conseguir se despedir dela. Cada dia que passa sem a liberação do corpo prolonga um sofrimento que já é impossível de explicar. Enquanto outra família puderam viver esse momento de despedida, nós seguimos esperando.

Nosso único pedido é Que possamos dar a ela um sepultamento digno, cercada pelo amor da família que nunca deixou de esperá-la. É isso que a Lívia merece.'

Fonte: Band.
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