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Quem é Tata Barcellos, influenciadora que viajou a Doha com verba da CBF?

O escândalo que envolve o uso de recursos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo seu presidente, Samir Xaud, tem nos holofotes uma acompanhante beneficiada pelo dirigente. Documentos obtidos pelo Portal Leo Dias confirmam que a influenciadora e farmacêutica Tamires Fernandes Barcellos, conhecida nas redes sociais como Tata Barcellos, foi contemplada com uma viagem internacional luxuosa paga pela entidade, em um roteiro que se repetiu meses depois com outra acompanhante nos Estados Unidos.

O episódio ocorreu em dezembro do ano passado, durante a realização do Mundial Interclubes, em Doha, no Catar. Na ocasião, Tata Barcellos embarcou do Rio de Janeiro rumo ao Oriente Médio em um voo de classe executiva da companhia Emirates, com o objetivo de acompanhar a final do torneio entre Flamengo e PSG. A influenciadora, que acumula seguidores em suas plataformas digitais, teve toda a sua logística, incluindo transporte e hospedagem, bancada pela estrutura da CBF.

Luxo, acesso VIP e a "fila" de privilégios

A passagem de Tata Barcellos por Doha foi marcada pelo luxo. A influenciadora ficou hospedada no The Ritz-Carlton Doha, um dos hotéis mais exclusivos da capital catari, com reservas registradas entre os dias 15 e 19 de dezembro. A fatura, que totalizou R$ 17.424, foi direcionada diretamente para pagamento pela Confederação Brasileira de Futebol. Mais do que o conforto da hospedagem, Barcellos desfrutou de acesso privilegiado à área VIP do estádio, circulando entre familiares e companheiras de jogadores do Flamengo, em uma logística que não condiz com a função de uma acompanhante sem vínculo oficial com a entidade.

O caso de Tata Barcellos, somado à revelação da presença de Camila Cristina Andrade em Nova York, expõe uma prática recorrente na atual gestão da CBF. Segundo informações apuradas, o uso indevido da estrutura da confederação não teria se limitado a esses dois episódios. Ao longo do último ano, Samir Xaud teria viabilizado viagens para amigos, familiares e diversas mulheres em compromissos esportivos que incluíram, além de Doha e dos Estados Unidos, a Copa da Ásia.

Pressão por transparência e fim dos privilégios

Os gastos com esses deslocamentos e regalias somariam cerca de R$ 1 milhão, um valor que desperta indignação diante da premissa de que a verba da CBF deveria ser prioritariamente investida no fomento e na modernização do futebol brasileiro. A sequência de denúncias coloca em xeque a governança da entidade, que, em sua nota oficial, defendeu que as despesas realizadas são vinculadas exclusivamente a atividades institucionais, enquanto as de caráter particular seriam arcadas pelos próprios dirigentes.

O caso ganha especial relevância pela proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. A opinião pública e setores ligados ao esporte cobram explicações sobre os critérios adotados para custear estadias de luxo e acessos especiais, questionando se o dinheiro do futebol brasileiro está sendo direcionado para o desenvolvimento do esporte ou para a manutenção do estilo de vida privado de quem ocupa o cargo máximo da instituição.

Fonte: Band.
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