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Protótipo da UFRJ reduz tremores de Parkinson em 40% durante testes

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolvem um protótipo de estimulador elétrico voltado para a redução dos sintomas da doença de Parkinson. O dispositivo, que já está em fase de testes no hospital universitário, atua diretamente na pele, emitindo impulsos que interferem nos sinais do sistema nervoso central para bloquear tremores, um dos sinais mais característicos da patologia.

A tecnologia é apresentada como uma nova esperança para pacientes como o aposentado Sebastião dos Santos, que convive com o diagnóstico há 12 anos. Em seu primeiro dia de teste com o equipamento, o voluntário relata uma melhora perceptível na região do braço e ombro. Embora a estimulação elétrica já seja uma técnica aplicada em tratamentos convencionais, o diferencial deste novo equipamento é a capacidade de configuração individualizada para as necessidades específicas de cada paciente.

Funcionamento e resultados preliminares

O coordenador da pesquisa na UFRJ, Carlos Júlio Criollo, explica que o aparelho estimula os nervos periféricos. Segundo o especialista, ao levar essa informação ao cérebro, o estímulo consegue interferir na atividade elétrica cerebral, bloqueando a atividade disfuncional que gera o tremor.

Os resultados iniciais são considerados promissores pela equipe acadêmica. De acordo com informações, o protótipo foi testado em oito voluntários e apresentou, em média, uma redução de 40% nos tremores dos participantes.

Próximas etapas e benefícios clínicos

O projeto prevê o aprimoramento da ferramenta para que ela se torne mais acessível e prática no cotidiano. Nas próximas etapas de desenvolvimento, os pesquisadores planejam adaptar a tecnologia para o formato de uma pulseira, que poderá ser controlada via celular e utilizada pelo paciente em sua própria residência.

Para a neurologista Ana Lúcia Rosso, chefe da unidade do sistema nervoso do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), a pesquisa é fundamental, especialmente para pacientes idosos. A médica destaca que o uso do dispositivo pode permitir a redução da carga medicamentosa, diminuindo a exposição do paciente a possíveis efeitos colaterais dos fármacos tradicionais.

Antes de chegar ao público geral ou ser integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento precisa avançar nas fases experimentais e obter a aprovação regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Band.
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