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Promotor detalha operação que prendeu suspeitos de financiar plano contra membro do Gaeco

O promotor de Justiça Marcos Tadeu Rioli explicou ao vivo no Brasil Urgente os detalhes da operação que resultou na prisão de dois empresários em Campinas, suspeitos de financiar um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Rioli, a investigação do Gaeco identificou que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) exploravam atividades ilícitas como tráfico de drogas, roubos, extorsões e exploração sexual de vulneráveis. O dinheiro obtido era posteriormente lavado em empresas de fachada, como revendas de automóveis.

Alerta de atentado e investigação conjunta
O promotor afirmou que, em fevereiro deste ano, a Justiça já havia autorizado prisões e denúncias contra alguns investigados no esquema. Entretanto, um dos alvos, ligado a uma revenda de veículos, seguiu em liberdade.

Na última quarta-feira, Rioli relatou que o Gaeco recebeu informações de um cidadão, que pediu anonimato por temer represálias, alertando sobre um plano de atentado contra um promotor de Justiça e um comandante da Polícia Militar. A denúncia foi checada pelo serviço reservado e pela inteligência policial, que confirmaram os indícios.

“Não foi apenas uma denúncia anônima. Nós trabalhamos cada informação com a Polícia Militar e levamos tudo ao Judiciário. O juiz de Campinas, atento à gravidade da situação, deferiu de imediato os mandados de busca e de prisão temporária”, explicou Rioli.

Obstrução de Justiça e novas prisões
Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu documentos e objetos que reforçam as suspeitas. Rioli destacou ainda um episódio em que um parente de um dos alvos destruiu o próprio celular e arremessou o aparelho pela janela do apartamento no momento da operação. O dispositivo foi recuperado em um imóvel vizinho, e o responsável acabou preso em flagrante por obstrução de Justiça.

O promotor frisou que, além da suspeita de planejar um atentado, os presos respondem por participação em organização criminosa. “Integrar uma facção já é considerado crime pela legislação penal. E nesse caso, temos ainda elementos concretos de obstrução e financiamento de atividades ilícitas”, afirmou.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e detalhar como o grupo financiava o esquema criminoso. O Ministério Público mantém em aberto o mandado de prisão contra Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão”, apontado como um dos principais articuladores do PCC e que segue foragido.

Fonte: Band.
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