Uma professora concursada da rede municipal de Imbé, no litoral norte do Rio Grande do Sul, é alvo de uma investigação policial após ser flagrada agredindo um bebê de um ano e oito meses dentro de uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI). Segundo informações da polícia, a suspeita fugiu da cidade após o afastamento de suas funções. O caso veio à tona quando Larissa Jardim de Moura, mãe da criança e técnica de enfermagem, buscou o filho na escola e notou hematomas nas mãos, braços e ombros do menino.
Inicialmente, funcionários da instituição questionaram a mãe sobre possíveis alergias para justificar as marcas. No entanto, um exame pediátrico descartou qualquer reação alérgica, confirmando que o quadro era de lesões traumáticas. Diante do diagnóstico, a família confrontou a direção da escola, que admitiu a agressão após revisar as imagens do sistema interno de monitoramento das salas de aula.
Investigação policial e medidas administrativas
O vídeo que registra a agressão já foi entregue à Polícia Civil. De acordo com o delegado Alexandre Souza, a análise das imagens permite identificar claramente a conduta violenta da professora. Além da agressora principal, outras duas profissionais que estavam presentes na sala no momento do ocorrido também foram afastadas de seus cargos enquanto suas condutas são analisadas.
A prefeitura de Imbé oficializou o afastamento da servidora concursada, mas as autoridades confirmaram que ela não foi localizada desde o início do inquérito. A polícia trabalha agora para descobrir o paradeiro da investigada e ouvir o depoimento das demais funcionárias da escola.
Caso semelhante no litoral paulista
O cenário de violência em creches também mobiliza as autoridades em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O pai de uma criança de dois anos procurou a polícia após perceber hematomas no corpo da filha, apesar de a escola ter registrado na agenda escolar que se tratava apenas de uma "vermelhidão na pele".
A instituição de ensino paulista declarou não saber como as lesões ocorreram. Este caso segue em andamento sob sigilo de justiça para preservar a identidade da menor e garantir a eficácia da apuração.