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Produtora diz que Vorcaro pagou mais de 90% da cinebiografia de Bolsonaro
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Uma representante da produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que Daniel Vorcaro foi o principal financiador da obra, respondendo por mais de 90% do orçamento total da produção. A afirmação da dona da produtora foi feita com exclusividade ao Jornal da Band.

Esse é um novo capítulo das investigações que envolvem a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, desde que vazaram áudios de Flávio cobrando o empresário, que está preso desde março, sob suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção.

Segundo os dados apresentados, os custos do projeto já superam a marca de US$ 13 milhões (mais de R$ 65 milhões) —valor que, segundo a produtora, já foi integralmente aplicado na finalização do longa-metragem.

A revelação contrasta diretamente com declarações anteriores feitas pelo deputado Mário Frias, produtor executivo do filme, que em redes sociais havia negado categoricamente a existência de qualquer recurso do banqueiro no projeto, afirmando na ocasião que "não há um único centavo do senhor Daniel Vorcaro em 'Dark Horse'”.

Flávio Bolsonaro confirma encontro

Pressionado pela bancada do PL, o senador Flávio Bolsonaro reuniu-se com parlamentares nesta terça-feira (19) para prestar esclarecimentos sobre suas conexões com o empresário investigado. Ao sair do encontro, o senador confirmou que visitou Vorcaro no dia 29 de novembro do ano passado, justamente quando o dono do Banco Master estava cumprindo prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica.

"Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história", justificou Flávio, alegando que o objetivo da visita era garantir a continuidade do financiamento do filme sobre seu pai. O senador afirmou que, caso soubesse da gravidade da situação jurídica do banqueiro, teria buscado outro investidor anteriormente. "Qualquer contato meu com esta pessoa foi única e exclusivamente para tratar do filme do meu pai", complementou.

Investigação da Polícia Federal

Enquanto a defesa política tenta separar o projeto cinematográfico das irregularidades apontadas pelo Judiciário, a Polícia Federal aprofunda a investigação sobre o destino de R$ 61 milhões repassados pelo grupo de Vorcaro a um fundo administrado por Paulo Calisto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

A principal linha de apuração dos investigadores é que parte desse montante tenha sido utilizada para custear a manutenção de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, hipótese que o ex-parlamentar nega veementemente. A contradição entre as falas dos envolvidos —Frias negando o financiamento e a produtora confirmando que 90% do filme foi bancado por Vorcaro— aumentou a apreensão na cúpula do Partido Liberal, que busca alinhar uma estratégia de defesa unificada para evitar ser surpreendida por novas revelações no caso.

Fonte: Band.
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