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Presos fazem festa com drogas em presídio para celebrar aniversário do PCC

Presos do presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, realizaram uma festa com uso de celulares e drogas para comemorar os 33 anos de fundação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O aniversário da facção ocorreu em 31 de agosto, data em que detentos apontados como lideranças registraram a celebração com gritos e imagens no interior da unidade.

Identificação e transferência de lideranças

Após a divulgação do material audiovisual, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) identificou os detentos envolvidos e realizou a transferência imediata das lideranças apontadas na organização.

Em nota oficial, a Agepen declarou que "a manifestação coletiva de apoio ou alusão a organizações criminosas pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal, com possíveis consequências no cumprimento da pena". O órgão penitenciário também informou que dependendo da conduta pode haver responsabilização criminal, além de confirmar a realização de uma operação dentro do presídio como resposta ao ocorrido.

Histórico e expansão da facção criminosa

As comemorações externas também foram registradas por meio de fogos de artifício publicados nas redes sociais, enquanto materiais com distribuição de cocaína exibiam o número 1533, em referência à posição alfabética das letras que compõem a sigla do grupo.

O Primeiro Comando da Capital foi fundado em 31 de agosto de 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior paulista, por oito detentos transferidos da capital que formavam um time de futebol. O que começou como um grupo restrito ao sistema prisional paulista expandiu-se e transformou-se em uma estrutura com atuação voltada ao tráfico internacional de drogas, roubos, assassinatos e lavagem de dinheiro.

No centro histórico da facção está Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, natural de Osasco, na Grande São Paulo, preso desde 1999 e com penas acumuladas que ultrapassam trezentos anos. Desde janeiro de 2023, Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.

Fonte: Band.
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