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Porteiro precisa se esconder após denunciar caso Orelha: "Está com medo"

O porteiro que auxiliou no esclarecimento da morte do cão Orelha, em Santa Catarina, está sofrendo perseguições e foi afastado de suas funções no condomínio onde trabalhava. Em informações detalhadas pela jornalista Patrícia Calderon durante o Melhor da Tarde desta quinta-feira (05), o trabalhador, identificado como Bruno, relatou estar vivendo sob forte temor e se sente humilhado após as represálias que sofreu por cumprir seu dever profissional.

A situação do funcionário ficou complicada depois dele compartilhar, em um grupo de comunicação restrito a funcionários, que estava tendo problemas com jovens arruaceiros nas proximidades do local do crime, com imagens. Segundo Patrícia Calderon, em nenhum momento o porteiro afirmou ter presenciado a agressão direta ao animal, mas apenas identificou os rapazes como responsáveis por atos de arruaça na região da Praia Brava.

Porteiro recebeu advertência no trabalho e está com medo depois de denunciar jovens

A repercussão interna do caso gerou uma série de punições ao trabalhador. De acordo com as informações apuradas, a síndica do condomínio teria tentado obrigar o porteiro a assinar um documento de advertência. Diante da recusa do funcionário, que alegou estar apenas exercendo sua função de vigilância, ele recebeu dois dias de folga e, na sequência, foi colocado em férias de forma imediata e com datas retroativas.

A investigação jornalística aponta que houve uma articulação entre administrações de diferentes edifícios. A síndica do condomínio onde moram os principais suspeitos teria entrado em contato com a gestora do local onde Bruno trabalha, solicitando que ele fosse "afastado ou desaparecesse" por um tempo. O argumento utilizado seria de que o caso envolve "gente grande" e pessoas influentes na região.

Patrícia Calderon ressaltou que o porteiro está escondido e teme por sua vida. "Ele me contou que está com medo e se sentindo humilhado. A única coisa que ele fez foi colocar a foto dos meninos em um grupo de WhatsApp de funcionários para alertar sobre os arruaceiros", explicou a jornalista. A pressão também atingiu outros profissionais terceirizados, que estariam sendo coagidos a não falar sobre o episódio.

Fonte: Band.
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