A Polícia Civil de São José dos Campos, no interior de São Paulo, investiga uma denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 12 anos. O crime teria ocorrido no final de março, no bairro Galo Branco, após a vítima ter sido levada para uma residência por um grupo de jovens.
A investigação aponta que o abuso aconteceu depois que a menina ingeriu bebida alcoólica e perdeu a consciência. De acordo com o relato feito à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a jovem estava em uma praça quando foi abordada por um rapaz e, sob efeito do álcool, passou a ter lapsos de memória.
Dinâmica do crime e exposição na internet
A adolescente foi conduzida da pista de skate da praça até uma casa próxima. No local, ela teria sido abusada por pelo menos seis pessoas, possivelmente maiores de idade.
Os suspeitos registraram os atos de violência em vídeo e compartilharam o conteúdo em redes sociais, como o Instagram. Nas imagens já analisadas pelos investigadores, a vítima aparece inconsciente e parcialmente despida enquanto é tocada pelos agressores.
A mãe da adolescente só descobriu o ocorrido cerca de 15 dias depois, quando teve acesso aos vídeos que circulavam na internet. Diante da gravidade das imagens, ela procurou as autoridades na última segunda-feira (6) para registrar o boletim de ocorrência.
Medidas protetivas e investigação
Nesta semana, a mãe e a filha retornaram à unidade policial para solicitar medidas protetivas contra os suspeitos identificados. A Polícia Civil já solicitou exames de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML) para reunir provas materiais do abuso.
O material entregue à polícia inclui capturas de tela, conversas e vídeos que comprovam a vulnerabilidade da vítima no momento do crime. Um dos rapazes envolvidos foi identificado pelo apelido de "Ratinho", e novos nomes estão sendo adicionados ao inquérito conforme as diligências avançam.
A defesa da família e as autoridades acompanham o caso de perto para garantir a segurança da menor. Por envolver uma criança de 12 anos e crimes de natureza sexual, o processo segue sob segredo de Justiça na região do Vale do Paraíba.