A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu as investigações do inquérito sobre as mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Taguatinga, ocorridas entre novembro e dezembro do ano passado.
O inquérito resultou no indiciamento de três técnicos de enfermagem, identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
Marcos Vinícius foi três homicídios triplamente qualificados (emprego de veneno, meio insidioso/traição e recurso que dificultou a defesa das vítimas), duas falsificações de documento particular e dois usos de documento falso.
As outras duas técnicas de enfermagem também foram indiciadas: uma delas por três homicídios triplamente qualificados, enquanto a outra foi indiciada por duas mortes.
Caso sejam condenados, as penas podem chegar a 90 anos de reclusão.
O que diz o Hospital Anchieta
Em nota enviada à Band, o Hospital Anchieta Taguatinga informou que foi comunicado da conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil e lembrou que foi a instituição que identificou as condutas dos ex-colaboradores.
“Desde então, o Hospital vem atuando na condição de denunciante e colaborando de forma integral com as investigações. A instituição não compactua e jamais compactuará com atos que sejam contrários às leis, a ética, a moral e continuará atuando no sentido de responsabilizar aqueles que escolhem atuar de forma ilícita”, declarou.
A unidade hospitalar pontua que as autoridades concluíram que “este caso se trata de conduta criminosa dolosa, individual e deliberada, absolutamente incompatível com os princípios que norteiam as ações da instituição”.
“O Anchieta reafirma sua confiança no trabalho ético, técnico e comprometido de seus profissionais, que atuam com incansáveis dedicação e responsabilidade no cuidado aos pacientes, tendo este episódio sido um caso isolado, já investigado e com a responsabilização criminal dos envolvidos em andamento”, destacou.
“Neste momento, o hospital manifesta profundo respeito e solidariedade às famílias dos pacientes envolvidos e reafirma seu compromisso permanente com a verdade, Justiça, transparência e com a segurança da assistência prestada aos pacientes. O Hospital Anchieta seguirá trabalhando diariamente para oferecer uma assistência segura, ética e de excelência aos nossos pacientes cumprindo nossa missão, que é cuidar da vida das pessoas”, finalizou.
Técnicos são suspeitos de mais sete mortes
A Polícia Civil investiga mais sete mortes de pacientes em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ligadas aos técnicos de enfermagem que já haviam sido acusados de matarem três pessoas no Hospital Anchieta, no Distrito Federal, no ano passado.
Logo que a notícia da morte dos pacientes na UTI reverberou, familiares que perderam seus entes queridos no Hospital Anchieta e que reconheceram os técnicos de enfermagem ficaram temerosos e procuraram a polícia.
De todas as acusações realizadas, a Polícia Civil já tem conhecimento de, pelo menos, sete novas mortes, que aconteceram no mesmo hospital, na mesma UTI e no ano passado. Dessas sete, três novos inquéritos foram abertos e estão em andamento.