A Polícia Civil investiga um possível plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para eliminar dois presos no 1º Distrito Policial de São Caetano, região metropolitana de São Paulo. Eles são suspeitos de envolvimento na tentativa de execução do tenente Ronickson Pimentel, oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
A suspeita de um ataque iminente surgiu após policiais notarem uma caminhonete estacionada em atitude suspeita nas proximidades da delegacia. Ao realizarem a abordagem, as autoridades identificaram que o condutor era um integrante da facção criminosa que realizava o monitoramento do entorno da unidade policial.
Embora a primeira hipótese considerada tenha sido a de tentativa de resgate, a principal linha de investigação agora aponta para "queima de arquivo". Segundo as investigações, a cúpula do crime organizado teme que a dupla esteja colaborando com a polícia e fornecendo informações cruciais sobre a estrutura do grupo.
A desconfiança é de que os presos possam ter "aberto o bico" e se tornado informantes para tentar reduzir suas penas. A dupla é apontada até o momento como membros atuantes na logística e no apoio ao atirador no momento do crime contra o tenente Pimentel, em 27 de junho. O oficial segue internado.
Busca pelo atirador Golias
Enquanto a segurança na delegacia foi reforçada, a polícia mantém as buscas por um criminoso conhecido como Golias, apontado como o autor dos disparos contra o oficial. O estado de São Paulo, inclusive, oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao seu paradeiro.
O tenente Pimentel segue internado em estado grave, e sua evolução clínica é acompanhada com apreensão por familiares e pela corporação. Os dois presos que se tornaram alvos da facção permanecem sob custódia rigorosa enquanto a polícia tenta neutralizar novas ameaças de invasão ou atentados contra a vida dos detentos.