Clube 1 - 96.7FM | Ribeirão Preto/SP
Conteúdo nacional e internacional Rede BandNews
PM Gisele: tenente-coronel teria intimidado e desobedecido outros policiais
Reprodução

Depoimentos de policiais militares que atenderam a ocorrência sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, revelam condutas atípicas do tenente-coronel Geraldo Neto no local do crime. De acordo com os agentes, o tenente-coronel desobedeceu ordens diretas para não entrar no apartamento e não tomar banho antes de prestar depoimento na delegacia.

Um dos policiais presentes relatou que o oficial "insistiu em tomar banho", ignorando as orientações de que deveria seguir imediatamente para o distrito policial. O agente afirmou ainda que o investigado teria usado sua patente superior para constranger os militares de menor graduação e agir conforme sua própria vontade, desrespeitando os protocolos de preservação de cena.

Para o procurador de justiça Roberto Livianu, o comportamento do oficial gera suspeitas significativas e pode fundamentar um pedido de prisão temporária. Segundo Livianu, o possível abuso de poder para interferir na coleta de provas é um instrumento que a lei prevê para garantir a eficiência das investigações.

O Ministério Público de São Paulo designou uma promotora de justiça para acompanhar a investigação. A policial foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto. Embora o caso tenha sido inicialmente registrado como suicídio, a Secretaria da Segurança Pública trata a ocorrência como morte suspeita. Embora o caso tenha sido inicialmente registrado como suicídio, a Secretaria da Segurança Pública trata a ocorrência como morte suspeita.

A investigação foi remetida para a 5ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo, o que, segundo especialistas, indica a apuração de um possível crime doloso contra a vida. O tenente-coronel é o principal investigado no processo.

Inconsistências na narrativa

A versão apresentada por Geraldo Neto afirma que, após uma discussão, ele teria ido ao banho e ouvido um disparo; ao sair, teria encontrado a esposa já ferida. No entanto, elementos colhidos com vizinhos e socorristas confrontam esse relato, apresentando o que o Ministério Público classifica como "pontos incongruentes".

Imagens de câmeras de segurança também registraram a movimentação de três policiais militares no prédio por volta das 18h. Elas teriam permanecido cerca de 50 minutos realizando a limpeza do apartamento, ação que ocorreu após a liberação do imóvel pela perícia. A Polícia Civil segue aguardando o resultado dos laudos periciais para concluir o inquérito.

   

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Clube 1 com Programação Clube 1
Carregando... - Carregando...