A Polícia Militar apreendeu um arsenal de armas e drogas ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma operação no Guarujá, no litoral de São Paulo. A ofensiva policial ocorreu após a base da Polícia Militar Ambiental ser alvo de disparos de arma de fogo efetuados por suspeitos na região.
A mobilização das equipes de segurança ocorreu pelas vielas de uma comunidade do município litorâneo logo após o recebimento de informações via denúncia anônima. A mensagem indicava a localização exata de um imóvel utilizado por integrantes do grupo criminoso.
No local apontado, identificado pelos agentes como uma "casa-bomba" utilizada para a guarda e distribuição de entorpecentes, os policiais localizaram armamentos escondidos dentro de uma estrutura adaptada de caixa-d'água que funcionava como paiol clandestino.
Entre os armamentos recolhidos pela corporação estavam três fuzis calibre 556, uma espingarda calibre 12 e um kit Roni. O acessório é utilizado por criminosos como suporte para converter pistolas automáticas em submetralhadoras de maior poder de fogo. Durante as buscas na residência, os agentes também apreenderam porções de drogas.
A operação policial na comunidade foi deflagrada após um atentado a tiros contra as instalações da base da Polícia Militar Ambiental no Guarujá. Dois policiais militares que estavam de serviço no momento do ataque não sofreram ferimentos e conseguiram se abrigar durante a investida armada contra a unidade. De acordo com os relatórios preliminares da corporação, a ação criminosa contra a base ocorreu em retaliação a uma intervenção anterior realizada pelas forças de segurança no bairro.
Todas as armas apreendidas e as drogas localizadas na casa foram levadas para a delegacia da Polícia Civil no Guarujá, onde o boletim de ocorrência foi formalizado. O material bélico seguirá para exames periciais no Instituto de Criminalística para identificar a procedência dos equipamentos e averiguar se os armamentos foram utilizados em outros ataques recentes na Baixada Santista.