A influenciadora Pietra Bertolazzi voltou as redes sociais nesta quarta-feira (29) e publicou um vídeo em que comenta a repercussão da polêmica envolvendo fãs do BTS.
Além de ironizar as reações que recebeu nas redes sociais, ela afirmou que foi vítima de crimes, incluindo a abertura de contas bancárias em seu nome e dezenas de tentativas de compras com seus dados financeiros.
Segundo ela, o caso está sendo acompanhado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo.
A manifestação ocorre dias após Bertolazzi viralizar ao criticar o grupo sul-coreano BTS nas redes sociais, após o show que eles fizeram no encerramento da Copa do Mundo.
A repercussão mobilizou fãs da banda, conhecidos como ARMY, e, segundo a influenciadora, resultou em ações como inscrições como mesária da Justiça Eleitoral em seu nome, uma suposta filiação ao PT e o envio de pedidos de delivery para sua residência.
Ela inicia o vídeo irgonizando os fãs do grupo ao fazer um falso pedido de desculpas pelas críticas anteriores ao BTS.
Pietra afirmou ter concluído, após uma "profunda reflexão", que o grupo representa "o auge da virilidade masculina oriental e ocidental" e descreveu os integrantes como "sete guerreiros espartanos presos no corpo de astros do K-pop".
Em tom satírico, disse ainda que qualquer mulher brasileira desejaria formar uma família com eles e encerrou o trecho pedindo perdão por ter pensado diferente.
Antes de abordar as denúncias, a influenciadora ironizou a repercussão da controvérsia ao afirmar que havia sido "cancelada pelo maior fandom do planeta".
"Fui cancelada pelo maior fandom do planeta, nessa ordem de importância. E isso é comum, mas não normal."
Em seguida, afirmou que seu afastamento das redes sociais foi temporário, rebatendo rumores de que deixaria as plataformas por tempo indeterminado.
Na sequência, Bertolazzi fez piadas sobre algumas das ações atribuídas a usuários após a polêmica. Ela mencionou inscrições como mesária da Justiça Eleitoral em diferentes estados, uma suposta filiação ao PT e o envio de fotografias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua residência.
Ao comentar a inscrição como mesária, brincou que preferiria atuar em Florianópolis por considerar o clima mais favorável do que o Acre ou Manaus. Já sobre a suposta filiação ao PT, afirmou que a iniciativa "doeu demais. Não em mim, obviamente, mas no PT".
Ela também afirma que parte dessas ações extrapolou o ambiente virtual e passou a configurar crimes.
"Criaram contas em banco no meu nome e, até agora, houve mais de 70 tentativas de compras só com o meu cartão da PicPay, que eu nem lembrava que eu tinha."
Ela afirmou que os casos estão sendo tratados na esfera criminal e elogiou o trabalho da polícia. "Isso não é justiça. Isso é crime, e crime se resolve onde crime se resolve, que é na vida real, com o trabalho impecável da Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo, que tem atuado com uma competência que me faz recobrar esperança no serviço público desse Estado."
Na parte final da publicação, Bertolazzi comparou o sucesso do BTS ao de bandas que marcaram outras gerações, como Backstreet Boys, NSYNC, Menudos e Hanson.
Segundo ela, fenômenos de fãs são passageiros e tendem a perder força com o tempo.
"Toda febre, uma hora, passa. Os Backstreet Boys já foram a última bolacha do pacote. (...) Daqui a 20 anos, vai ser só mais uma trilha sonora da adolescência de gente