A Polícia Federal retirou a credencial de acesso do agente americano que atuava junto à corporação, em Brasília. A medida foi confirmada nesta quarta-feira (22), pelo diretor da PF, como reciprocidade pela expulsão do delegado brasileiro que atuava nos Estados Unidos.
Sem as credenciais, o agente americano perde o acesso à unidade onde trabalhava e a algumas bases de dados, pelo menos até que os EUA expliquem a expulsão de Marcelo Ivo de Carvalho do país. O oficial americano, no entanto, não terá que deixar o Brasil.
Os EUA Unidos ordenaram que o brasileiro na última segunda-feira (20), por seu envolvimento na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).No comunicado da expulsão, as autoridades disseram que ele tentou “manipular o sistema de imigração”.

"Nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território americano", afirmaram o setor responsável pelas negociações com o Brasil e a embaixada dos EUA, nas redes sociais.
Marcelo Ivo atuava havia três anos como oficial de ligação da Polícia Federal brasileira com a polícia migratória dos EUA (ICE). Com seu retorno à Brasília, ele vai ser substituído pela delegada Tatiana Alves Torres. O nome dela foi definido pela PF na terça-feira.
Caso Ramagem
Ramagem foi solto pelas autoridades americanas no dia 15, dois depois de ser detido pelo ICE. Depois de deixar a cadeia, o ex-deputado foi às redes sociais para agradecer ao governo de Donald Trump e para afirmar que a sua situação está regularizada.
Segundo a defesa de Ramagem, ele ficará solto nos EUA até que seja julgado o pedido de asilo feito ao governo americano, o que ainda não tem data para acontecer.
O ex-deputado deixou o Brasil antes de ser condenado a 16 anos e 1 mês de reclusão, por isso é considerado foragido. Ele teve o mandato cassado em dezembro do ano passado, mesmo dia em que a Câmara declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).