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PF aguarda laudos para concluir investigação sobre morte de Sicário
Reprodução

Um mês após a morte do empresário Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", a Polícia Federal (PF) ainda trabalha para esclarecer as circunstâncias do óbito e aguarda resultados de exames fundamentais para encerrar a investigação. Considerado o principal operador de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Mourão foi encontrado desacordado em sua cela na sede da PF em Belo Horizonte no dia 4 de março de 2026, horas após sua prisão. Ele morreu dois dias depois em uma unidade hospitalar.

prisão de Sicário ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes no Banco Master. De acordo com o inquérito, ele atuava sob ordens diretas de Vorcaro em atividades que envolviam o monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral. Para executar esses serviços ilícitos, o empresário recebia pagamentos estimados em R$ 1 milhão por mês.

Perícias concluídas e análise de imagens

Até o momento, a Polícia Federal já finalizou três dos cinco laudos previstos:

  • Local da morte: As imagens das câmeras de segurança da carceragem confirmam que Mourão estava sozinho na cela no momento do incidente e recebeu atendimento dos agentes responsáveis pela vigilância.
  • Vestuário: A perícia realizada nas roupas que o empresário utilizava não encontrou vestígios de substâncias entorpecentes ou drogas.
  • Comunicações: O terceiro laudo analisou o celular fornecido por agentes para contato familiar. Os registros mostram tentativas de ligação para a mãe, a irmã e uma terceira pessoa, cuja identidade ainda é desconhecida e permanece como um dos pontos de interrogação para os investigadores.

Exames cruciais dependem de autorização do STF

A conclusão definitiva do inquérito depende agora de dois documentos considerados cruciais pelo Instituto Médico Legal (IML): o laudo toxicológico de sangue e urina e o laudo necroscópico. Este último deve confirmar oficialmente a causa da morte e atestar a presença ou ausência de marcas de agressão no corpo do empresário.

Os legistas solicitaram acesso formal às filmagens da carceragem para finalizar os documentos e aguardam a autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que, com a liberação das imagens e a entrega dos laudos técnicos, o relatório final da investigação seja enviado ao tribunal ainda neste mês.

Fonte: Band.
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