Um estudo desenvolvido pela Unicamp promete mudar a forma de tratar o câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil, responsável por cerca de 30% de todos os casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer. A pesquisa apresenta um composto inovador que combina prata com um anti-inflamatório e é aplicado diretamente na epiderme, funcionando como uma espécie de curativo para evitar toxidades, reduzir o tamanho da lesão e, em alguns casos, eliminar a necessidade de cirurgia.
Os testes iniciais foram realizados em camundongos, nos quais o tumor foi induzido na pele e tratado por 21 dias. Os resultados mostraram redução importante nas dimensões do tumor na grande maioria dos animais. Em alguns casos, o tumor desapareceu completamente.
O composto começou a ser testado em humanos no início deste ano e já foi aplicado em cerca de oito pacientes com câncer de pele atendidos no Hospital das Clínicas da Unicamp. Se as reduções parciais ou totais do tumor observadas nos experimentos se confirmarem nos testes clínicos, o composto poderá chegar ao mercado após avaliação da Anvisa.
Os tratamentos mais comuns para o câncer de pele hoje incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A pesquisa da Unicamp busca justamente oferecer uma alternativa menos invasiva para os pacientes.