Novas informações obtidas pela polícia revelam que o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi planejado e ordenado de dentro do sistema prisional paulista.
Investigações apontam que o comando para a execução do crime partiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, unidade que abriga integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O tenente Pimentel foi atingido por um tiro na nuca no último dia 27 de junho, após sair de uma academia de São Caetano do Sul, região metropolitana de SP. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde segue internado em estado grave.
De acordo com denúncias anônimas recebidas pelo canal 181, o oficial já estava sendo monitorado pelos criminosos há, pelo menos, quatro meses, com registros datando desde o dia 14 de fevereiro deste ano. A denúncia trouxe detalhes minuciosos sobre como a ordem saiu das celas e chegou às ruas para ser executada no início do ano.
A confirmação da origem do ataque também foi reforçada pela perícia em aparelhos celulares apreendidos em diversas operações policiais, incluindo confrontos que resultaram na morte de suspeitos. Mesmo em casos onde mensagens foram apagadas, a tecnologia utilizada pela polícia permitiu recuperar diálogos que ligam o planejamento do crime diretamente ao "Cadeião" de Pinheiros.
Desdobramentos e investigação
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) busca agora localizar outros envolvidos, como o suspeito conhecido como "Golias", apontado como membro do PCC. Há incertezas se ele teria fugido para o Paraguai, Bolívia ou se permanece em território nacional.
O atentado contra um oficial da Rota é visto pelas autoridades como uma afronta direta à segurança pública. A polícia afirma que não cessará as buscas até que todos os responsáveis, tanto os executores quanto quem deu a ordem de dentro da prisão, sejam devidamente punidos.