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Operação tirou Trump de avião presidencial por ameaça de ataque do Irã
White House

Uma operação secreta do governo dos Estados Unidos retirou o presidente Donald Trump do avião presidencial Air Force One, na Turquia, devido a ameaças de um potencial ataque com míssil coordenado pelo Irã. O episódio ocorreu em 8 de julho, na pista do aeroporto de Ancara, mas a ação de inteligência só veio a público recentemente.

Trump retornava de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na capital turca quando os serviços de inteligência americanos detectaram a ameaça. Diante do risco iminente de um ataque contra a aeronave oficial, os agentes organizaram uma estratégia de despiste para garantir a segurança do presidente.

O procedimento incluiu a encenação do embarque de Trump pelas escadas do Air Force One diante das câmeras. Minutos depois, um caminhão de carga aproximou-se da porta da aeronave, transportou o presidente em segredo até a pista e o conduziu para um avião militar de menor porte e sem identificação aparente.

Estratégia de despiste e troca de aeronave

Enquanto Donald Trump era retirado no veículo de carga, dezenas de jornalistas e assessores da comitiva presidencial embarcavam normalmente na aeronave oficial. Por determinação do Serviço Secreto, todos os ocupantes receberam ordens de manter as persianas das janelas fechadas durante o voo, sem esclarecimentos sobre o motivo da restrição.

A rota de fuga utilizada pela inteligência americana envolveu uma parada técnica em uma base da Força Aérea dos EUA na Inglaterra. No local, Donald Trump realizou a troca para um avião militar equipado com sistemas de defesa atualizados antes de prosseguir viagem até Washington.

A viagem de ida à Turquia já havia gerado contestação entre agentes de segurança. Na ocasião, Trump utilizou um Boeing doado pelo Catar para o transporte presidencial. O modelo de $ 400 milhões ainda não possuía todos os equipamentos de defesa e contra-ataque instalados, o que aumentou a vulnerabilidade do deslocamento em uma região próxima às fronteiras iranianas.

Escalada de tensões entre Washington e Teerã

A operação de segurança ocorreu no mesmo período em que os Estados Unidos retomaram bombardeios contra posições estratégicas ligadas ao governo iraniano. A proximidade geográfica entre a Turquia e o Irã elevou o nível de alerta das equipes de proteção do presidente.

O governo do Irã intensificou campanhas públicas e de propaganda com ameaças diretas a líderes americanos. Painéis e cartazes exibidos no centro de Teerã retratavam ataques e imagens do presidente. Apesar das exibições públicas, o regime iraniano nega envolvimento em planos de assassinato contra autoridades dos Estados Unidos.

A Casa Branca não forneceu detalhes sobre a logística aplicada em Ancara nem comentou o relatório de inteligência. Em nota, a administração americana limitou-se a informar que adota todos os recursos e protocolos necessários para garantir a proteção e a integridade física do presidente.

Fonte: Band.
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