A Polícia Federal procura por três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que vendia diplomas falsos de Medicina. O grupo, que atuava em Minas Gerais, falsificava documentos para o acesso às faculdades. Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e seguem com dois mandados, um de prisão temporária e dois de prisão preventiva, em aberto.
As investigações começaram em 2023, quando um diploma falso de Medicina foi apresentado ao Conselho Regional do Rio Grande do Sul. Assim, a PF descobriu um esquema estruturado para falsificar e vender os diplomas, além de históricos escolares e outros documentos acadêmicos usados para facilitar a entrada ou transferência para cursos universitários.
A quadrilha forjava documentos, como se o estudante estivesse tentando a transferência de uma faculdade para a outra nos anos finais do curso. A investigação identificou a circulação dos valores investigados além de pessoas suspeitas de comprar os documentos falsos.
Até agora, a PF já identificou 45 pessoas inscritas como médicas em um CRM, um Conselho Regional de Medicina, que teriam pago para falsificar o diploma.
O principal investigado, que não teve o nome divulgado, já tinha sido alvo de uma operação da Polícia Federal em 2016, suspeito de fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio. Ele participou de um esquema que recrutava professores e estudantes para fazer as provas e transmitir, por meio de dispositivos eletrônicos, os gabaritos.