O humorista Marco Antonio Ricciardelli, o Marquito, de 65 anos, está em coma induzido após sofrer um acidente de moto na Zona Norte de São Paulo (SP) na última quinta-feira (26).
O artista, que integra o elenco do ‘Programa do Ratinho’, do SBT, sofreu um mal súbito enquanto pilotava, perdeu o controle da moto e caiu, sofrendo ferimentos no rosto e fraturando uma costela. Ele foi socorrido e levado para um hospital na capital paulista, onde permanece internado.
As buscas por “o que é coma induzido?” estão em alta no Google nesta sexta-feira (27) e a Sala Digital responde às principais perguntas sobre a prática.
O que é coma induzido?
O coma induzido é um estado de sedação farmacológica profunda, provocado por medicamentos anestésicos e sedativos administrados de forma controlada pela equipe médica em ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Diferentemente do coma decorrente de doença ou lesão neurológica espontânea, esse procedimento coloca o cérebro em uma espécie de “hibernação”, reduzindo a atividade cerebral e o metabolismo para poupar energia e favorecer a recuperação após traumas ou cirurgias complexas.
Esse tipo de sedação contínua é com monitoramento rigoroso de sinais vitais, função respiratória e parâmetros neurológicos.
Ferramenta usada em casos graves
O coma induzido não é uma doença, mas uma ferramenta terapêutica usada em situações de saúde muito graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, pneumonia severa, traumatismos cranianos ou após procedimentos cirúrgicos delicados.
Embora funcione como medida de proteção, a sedação profunda envolve riscos e possíveis complicações, o que exige avaliação constante da equipe médica sobre o momento adequado de manter ou reduzir as doses dos medicamentos.
Paciente não sente dor e despertar é gradual
Em um estado de inconsciência profunda, o paciente geralmente não ouve, não sente dor e não interage com o ambiente, porque está sob efeito de sedativos potentes; em níveis mais leves de sedação, porém, ele pode ter breves lampejos de consciência.
O tempo necessário para que alguém desperte de um coma induzido varia de acordo com fatores como a gravidade do quadro, a resposta individual aos remédios e a evolução do problema que motivou a sedação.
Por isso, o processo de despertar costuma ser gradual, com redução lenta das doses, permitindo que os médicos observem como o organismo reage e ajustem o tratamento conforme a necessidade, sempre priorizando a segurança e a recuperação do paciente.