O nome de cada pessoa carrega uma história e uma inspiração própria, mas a duplicidade de termos frequentemente causa confusão no dia a dia. Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 6% dos nomes no país podem ser usados tanto por homens como por mulheres.
A diversidade nos registros civis
A versatilidade dos nomes próprios reflete tendências culturais ligadas a escolhas familiares, influências de novelas, cantores, atletas e movimentos religiosos ao longo das décadas.
Dados oficiais indicam que existem mais de 7 mil nomenclaturas compartilhadas entre os dois gêneros, representando cerca de 5,6% do total de registros existentes no Brasil. Entre os exemplos mais populares de termos biformes estão Tainá, Cristian, Lucimar, Iraci, Josimar e Valdecir.
No cotidiano, a ambiguidade de gênero nos cadastros costuma provocar situações divertidas ou embaraçosas, como a troca de nomes em chamadas escolares, entregas de aplicativos e sistemas automatizados de atendimento.
Casos de arrependimento e mudanças na Justiça
A confusão gerada por nomenclaturas neutras ou ambíguas por vezes leva famílias a buscarem o Poder Judiciário. Recentemente, o Jornal da Band mostrou a história de um casal que obteve na Justiça o direito de alterar o nome da filha bebê de Ariel para Bella, após se arrependerem de escolher um registro que serve para ambos os sexos.