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Moraes e Mendonça sentam lado a lado no STF; Fachin tenta diminuir tensão
Foto: Antonio Augusto/STF

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram um clima de forte tensão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), sentando-se lado a lado sem trocar olhares durante a sessão. Os principais nomes envolvidos na recente crise institucional chegaram ao tribunal sem prestar declarações públicas à imprensa.

Diante do cenário considerado "preocupante" nos bastidores — com ministros relatando jamais terem vivido uma situação parecida —, o presidente da Corte, Edson Fachin, iniciou uma série de conversas individuais com os colegas de colegiado para sondar a temperatura interna e buscar sugestões de como acalmar os ânimos.

Ainda no tribunal, Fachin aproveitou um evento institucional para enviar um recado firme tanto para o público interno quanto para o externo, enfatizando que a alta autoridade dos cargos exige deveres e responsabilidades com respeito à Constituição. O magistrado destacou que a integridade da instituição deve ser preservada em momentos de especial gravidade e prometeu anunciar os próximos passos:

"Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias.

Próximos passos e impasses jurídicos

O presidente do STF tem decisões complexas na mesa. Enquanto André Mendonça solicitou que o caso envolvendo Alexandre de Moraes seja discutido por todos os ministros em plenário, defendendo a transparência, a Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada por Paulo Gonet, sustenta que a investigação não pode prosseguir por não ter partido de um pedido formal da Polícia Federal ou do Ministério Público.

Fachin aguarda os desdobramentos e os próximos passos de Mendonça, que poderá decidir de maneira individual se acata ou não o parecer da PGR pela anulação do relatório, ou optar por enviar o tema para apreciação do plenário. Nos bastidores, a avaliação é de que a presidência da Corte adotará cautela e não tem pressa para definir os prazos de resolução.

Fonte: Band.
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