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Ministério Público do Rio Grande do Sul evita atentado terrorista na Europa

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Porto Alegre, resultou na interrupção de um plano de atentado terrorista que ocorreria no Leste Europeu. O trabalho de inteligência do órgão monitorou grupos de ódio no submundo da internet e identificou um adolescente de 15 anos que organizava um ataque de violência extrema em outro continente. As informações foram compartilhadas com a Polícia Federal e a Europol, a agência de inteligência da União Europeia, que realizou a apreensão do jovem antes da execução do crime.

De acordo com o apurado, o adolescente já havia providenciado o arsenal e a vestimenta necessária para a ação. O plano incluía a utilização de armas, roupas específicas para o ataque e uma câmera, pois o jovem pretendia transmitir todo o atentado em tempo real pelas redes sociais. Durante o monitoramento, os investigadores encontraram manifestações expressas do suspeito sobre o crime, incluindo referências ao tempo de prisão que ele esperava cumprir no país estrangeiro após o ato.

Cooperação internacional e monitoramento digital

O caso foi conduzido pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência Extrema (NUP) do MPRS. Segundo o promotor Leonardo Rossi, o nível de preparação do adolescente era avançado, com indícios claros de que o ataque era iminente. A identificação do suspeito ocorreu enquanto o Ministério Público monitorava jovens gaúchos que participavam de fóruns e comunidades digitais dedicadas à propagação de discursos de ódio e radicalização.

A integração entre as forças de segurança brasileiras e internacionais foi determinante para o desfecho do caso. Após o recebimento dos dados técnicos obtidos em Porto Alegre, as autoridades europeias conseguiram localizar o jovem e confiscar o material que seria utilizado. O país específico do Leste Europeu onde o crime ocorreria não foi divulgado pelas autoridades por questões de segurança e sigilo das investigações.

Atuação do Núcleo de Enfrentamento à Violência Extrema

A estrutura do MPRS voltada para o combate ao extremismo digital apresenta números expressivos em seu balanço de atividades. Em dois anos de existência, o núcleo já atuou em mais de 800 casos de violência extrema. Apenas no decorrer de 2026, o grupo conseguiu evitar seis ataques planejados, sendo cinco deles na região Sul do Brasil e este último no exterior.

Além do trabalho de repressão e investigação na deep web e em plataformas de mensagens, o Ministério Público também investe na prevenção por meio da educação. O promotor Leonardo Rossi ressaltou que o projeto capacita educadores para que consigam identificar sinais de radicalização no ambiente escolar.

Segundo Rossi, o objetivo é ensinar profissionais a enxergar comportamentos na "vida analógica" que indiquem que um adolescente está em processo de recrutamento ou extremismo, permitindo que as escolas acionem o núcleo para uma intervenção precoce.

Fonte: Band.
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