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Minimercados em condomínios usam IA para combater furtos e fraudes

Os minimercados de autoatendimento, conhecidos como honest markets, tornaram-se uma facilidade onipresente em condomínios e prédios comerciais pelo Brasil. O modelo de negócio baseia-se na confiança: o morador escolhe os produtos e realiza o pagamento sozinho, sem a intermediação de funcionários físicos. No entanto, a praticidade desse sistema enfrenta o desafio de usuários que tentam burlar o pagamento, ignorando que estão sob constante vigilância digital.

Embora não existam funcionários no local, as unidades contam com sistemas robustos de câmeras de segurança monitoradas remotamente. Conforme reportagem do Jornal da Band, as centrais de monitoramento podem, inclusive, intervir em tempo real, utilizando interfones para alertar clientes sobre possíveis irregularidades no fechamento da compra.

Tecnologia e Inteligência Artificial contra delitos

Para mitigar perdas, as empresas do setor investem em tecnologias de ponta. Daniel Sant'Anna, CEO da Peggô Market, explica que o monitoramento atual vai além da simples gravação de imagens. O setor utiliza softwares desenvolvidos especificamente para analisar o comportamento dos consumidores dentro das lojas através de inteligência artificial.

"Hoje a gente consegue entender qualquer tipo de comportamento suspeito dentro de uma loja", afirma Sant'Anna. A tecnologia cruza dados de movimentação com os registros de pagamentos efetuados, identificando padrões que sinalizam quando alguém finge realizar o pagamento ou omite itens da cesta de compras.

Gestão de conflitos e consequências jurídicas

No dia a dia dos condomínios, a gestão desses incidentes costuma priorizar a resolução administrativa antes da esfera policial. João Xavier, síndico em um prédio em São Paulo, relata que, ao ser alertado pela empresa proprietária do mercado sobre um desvio, entra em contato com o morador ou visitante para solicitar a devolução ou o pagamento do produto. Xavier pontua que esses casos atingem cerca de 1% dos usuários e que, muitas vezes, são tratados como esquecimento, embora a reincidência mude o tom da abordagem.

É fundamental ressaltar que o que parece uma "esperteza" configura crime perante a lei brasileira:

  • Furto: Apropriar-se de produtos sem pagar pode resultar em pena de 1 a 4 anos de reclusão.
  • Estelionato/Fraude: Utilizar artifícios para fingir um pagamento (como simular o uso do cartão ou aplicativo) pode elevar a pena para até 8 anos de prisão.

Mesmo com as perdas por furtos já previstas no modelo de negócio das operadoras, o aprimoramento constante da segurança visa garantir a viabilidade dessa conveniência que elimina a necessidade de deslocamentos externos para compras de última hora.

   

Fonte: Band.
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