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Meta diz que liberação do Mapa do Instagram no Brasil ocorreu por engano

Os usuários brasileiros da rede social Instagram notaram, na quarta-feira (10), que o recurso de mapa havia sido liberada no Brasil. A ferramenta permite o compartilhamento de localização em tempo real na plataforma.

A função, no entanto, deixou de ser exibida para parte dos usuários brasileiros nesta quinta-feira (11). Segundo a Meta, que também é dona do Facebook e do WhatsApp, a ferramenta foi liberada por engano.

"Estamos cientes de que o recurso Mapa do Instagram foi disponibilizado acidentalmente para usuários no Brasil. Estamos trabalhando para corrigir isso”, informou a Meta em nota enviada ao Band.com.br.

O que é o Mapa do Instagram?

O “Mapa do Instagram” foi lançado pela Meta em agosto de 2025. Com a ferramenta, usuários da plataforma podem optar por compartilhar a localização com amigos e podem desativar função a qualquer momento.

Conforme a empresa, o compartilhamento de localização está desativado por padrão e precisa ser habilitado de forma manual. O usuário pode escolher com quem compartilha a localização: amigos, amigos próximos, perfis selecionados ou ninguém.

Para quem opta por compartilhar a localização, a atualização ocorre sempre que o aplicativo é aberto ou reativado em segundo plano. No entanto, o recurso gerou críticas nas redes sociais.

Erika Hilton acionou MPF contra ferramenta

deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou, nesta quinta-feira (11), que acionou o Ministério Público Federal (MPF) pedindo a suspensão de uma função do Instagram que permite o compartilhamento da localização dos usuários.

A funcionalidade, chamada de “Mapa de Instagram”, foi liberada para os usuários da plataforma no Brasil nesta quarta-feira (10) e permite compartilhar a localização do usuário com seus seguidores.

“Estou acionando o Ministério Público Federal e pedindo a suspensão imediata da nova função do Instagram que compartilha a localização dos usuários ao vivo em um mapa. Um clique errado e a localização é compartilhada. Isso coloca em risco mulheres, crianças e pessoas idosas”, escreveu a deputada federal.

“Isso coloca em risco todas as pessoas que não aceitaram essa pataquada, mas que moram com um usuário que compartilha a localização em tempo real. E, como se não bastasse um menu confuso, que induz o usuário a aceitar essa funcionalidade e o compartilhamento em tempo real da própria localização, desabilitar o sinal de GPS do celular não funciona”, acrescentou Erika Hilton.

Para a deputada, a função foi lançada de forma “completamente irresponsável” pela big tech “que só pensa no lucro e não se importa se uma nova funcionalidade pode acarretar em casos de roubo, stalking, perseguição, violência, estup*o ou assassinato”.

Fonte: Band.
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