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Líder do PCC foragido desde 2020, 'Pigmeu' é preso em operação na Bolívia

O traficante Gerson Palermo, apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido pelo apelido de "Pigmeu", foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu em uma operação conjunta realizada pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia e pela Polícia Federal brasileira.

O homem figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil e estava foragido desde abril de 2020. Palermo possui condenações que somam 126 anos de reclusão por crimes de tráfico internacional de drogas e roubo majorado.

Rompimento de tornozeleira eletrônica e fuga

A trajetória de Palermo no sistema penitenciário registra uma fuga ocorrida logo no início da pandemia de covid-19. Em abril de 2020, o detido obteve o benefício da prisão domiciliar por meio de uma decisão judicial.

Apenas oito horas após deixar o estabelecimento prisional, o homem rompeu o dispositivo de monitoramento eletrônico que usava no tornozelo. A Agência Estadual de Administração Penitenciária detectou a violação por meio do sistema de controle de vigilância e a Polícia Militar foi enviada para localizá-lo, mas o suspeito conseguiu escapar.

Palermo havia sido preso anteriormente no ano de 2017, durante uma ação policial que resultou na apreensão de 800 quilos de cocaína. As investigações da Polícia Federal indicaram que a organização chefiada por ele operava o transporte de entorpecentes em aeronaves de pequeno porte, partindo do território boliviano com destino ao município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

Decisão judicial causou aposentadoria compulsória de desembargador

A concessão do habeas corpus que permitiu a saída de Palermo do regime fechado gerou um processo administrativo de grande repercussão no Judiciário brasileiro. A autorização para o cumprimento da pena em regime domiciliar foi assinada durante um plantão de feriado pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, que integrava o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Como punição administrativa, o CNJ aplicou a pena máxima prevista para a magistratura: a aposentadoria compulsória do desembargador. No período em que o processo foi aberto, os advogados de defesa de Maran argumentaram que a liberação domiciliar fundamentou-se nas recomendações sanitárias de prevenção à saúde dos detentos vigentes no período da pandemia.

Além das condenações por narcotráfico internacional, Palermo responde pelo planejamento e execução do sequestro de uma aeronave comercial no interior do estado do Paraná. No assalto ao avião de carga, os criminosos renderam o piloto e o forçaram a realizar um pouso em uma estrada de terra rural para roubar malotes de dinheiro que transportavam mais de 5 milhões de reais.

As autoridades bolivianas informam que os trâmites burocráticos para o processo de extradição de Palermo estão em andamento. O preso deve ser entregue à Polícia Federal do Brasil e transferido para uma unidade prisional de segurança máxima nos próximos dias.

Fonte: Band.
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