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Leo Dias defende Ana Castela após show com verba pública: "Não tem culpa"

A cantora Ana Castela virou alvo de intensos debates após vir à tona que ela faria apresentações bancadas por recursos públicos municipais, tema que foi analisado no programa Melhor da Tarde desta quarta-feira (26). A discussão ganhou força após a confirmação de que a artista foi contratada por R$ 850 mil para um evento em São Fidélis, no interior do Rio de Janeiro, com pagamento viabilizado por meio de emenda parlamentar.

O valor do cachê provocou forte repercussão negativa nas redes sociais. Entre as manifestações públicas, a atriz Luana Piovani compartilhou postagens com críticas diretas ao repasse de verba oficial para a apresentação sertaneja.

Ao avaliar a controvérsia, Leo Dias saiu em defesa da conduta da cantora e direcionou a responsabilidade aos gestores dos municípios que realizam as contratações: "A culpa não é da Ana. A culpa é da prefeitura, de quem paga. Se você proibir que as prefeituras contratem shows, muitos artistas vão quebrar, porque muitos vivem basicamente disso".

O apresentador ressaltou que grande parte do mercado depende do financiamento estatal para sobreviver, cenário muito recorrente em eventos regionais fora dos grandes centros econômicos.

Durante o debate, a postura da dupla Henrique & Juliano foi mencionada como uma rara exceção no meio sertanejo, uma vez que os músicos recusam sistematicamente cachês provenientes de cofres públicos. Leo Dias pontuou, contudo, que os sertanejos desfrutam de uma posição financeira privilegiada e consolidada, condição que não reflete a realidade da maioria dos cantores brasileiros em ascensão.

Gastos municipais e imagem profissional

Chris Flores destacou o contraste entre os altos valores pagos pelo poder público e as carências sociais de cidades pequenas. A apresentadora lembrou que municípios com apenas 3 mil habitantes frequentemente carecem de saneamento e infraestrutura básica, tornando incoerente o investimento de quase R$ 1 milhão em um único show.

A bancada também avaliou os riscos de vincular a carreira artística a disputas eleitorais e lideranças partidárias. A artista também recebeu questionamentos recentes por posar ao lado de figuras políticas. "O artista se meter com político sempre dá confusão. É prejudicial para a carreira, ainda mais em um país polarizado. A assessoria precisa orientar e evitar esse tipo de exposição", declarou Janaína Nunes.

Thiago Pasqualotto analisou o mecanismo das emendas parlamentares que abastecem os orçamentos locais para o custeio de eventos e festividades. O jornalista apontou que o público tende a associar o músico diretamente ao grupo político que viabilizou o evento.

"Quando você se associa a um político e seu show é bancado por verba ligada a ele, a cobrança vem da população. Quem está com a carreira decolando precisa tomar cuidado dobrado com a própria imagem", concluiu Thiago Pasqualotto.

Fonte: Band.
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