Começou nos Estados Unidos o julgamento do principal suspeito de orquestrar a morte do rapper Tupac Shakur, assassinado há quase 30 anos em Las Vegas. Um tribunal do estado de Nevada iniciou a seleção dos jurados que vão definir a condenação ou absolvição de Duane Davis, conhecido pelo apelido de Keffe D. O crime ocorreu em setembro de 1996 e permanecia como um dos maiores mistérios da Justiça americana.
O acusado, de 63 anos, liderava uma gangue na Califórnia na época em que o artista foi morto. O caso passou décadas arquivado por falta de provas, mas a investigação foi reaberta após a publicação de um livro assinado por Keffe D, no qual ele relata detalhes do planejamento do atentado.
Réu confessou em livro e voltou atrás
Segundo a obra, Duane Davis mandou executar o rapper após uma briga de Tupac com um sobrinho dele, que teria sido agredido pelo músico. O réu confirmou que estava no banco da frente do Cadillac branco de onde partiram os disparos, mas alega que não puxou o gatilho.
Após ser preso em 2023, no entanto, Keffe D passou a negar as confissões feitas publicamente. A defesa tenta refutar os relatos que serviram de base para a reabertura do inquérito policial e para a denúncia da acusação.
O crime que marcou a história do rap
Tupac Shakur foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996, na cidade de Las Vegas, logo após assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson. O artista foi atingido por diversos tiros dentro do veículo em que estava e precisou ser hospitalizado às pressas.
O rapper permaneceu internado sob cuidados intensivos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu seis dias depois do ataque, aos 25 anos. O julgamento em Nevada busca encerrar um impasse judicial de décadas sobre a autoria intelectual do homicídio.