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Insônia afeta brasileiros e 40% usam remédios para conseguir dormir

A dificuldade crônica para dormir atinge uma parcela expressiva da população brasileira e leva quatro em cada dez pessoas com o problema a recorrer a substâncias farmacológicas. Dados de estudos conduzidos pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Hospital das Clínicas mostram o avanço dos distúrbios noturnos e a busca frequente por compostos para induzir o repouso.

A insônia se caracteriza pela dificuldade persistente em iniciar o sono, mantê-lo ao longo da noite ou pelo despertar precoce com sensação de descanso não reparador. Os levantamentos indicam que episódios frequentes de noites mal dormidas comprometem diretamente o rendimento no trabalho, a estabilidade emocional e a saúde física dos pacientes.

Para a concierge de corretora de benefícios Sthefani de Lima, a luta contra o distúrbio faz parte do cotidiano e exige adaptações constantes no ambiente antes de deitar, como a redução da luminosidade e o uso de difusores de aromas. A persistência do quadro sem tratamento especializado, no entanto, frequentemente impulsiona a busca por soluções imediatas para aplacar o cansaço acumulado.

Alerta sobre prescrição e automedicação

O estudo publicado na revista científica Sleep Science revela que 40% dos entrevistados que enfrentam insônia utilizam remédios específicos para dormir. Entre os usuários, chama a atenção o percentual expressivo de pessoas que consomem medicamentos sem prescrição médica regular ou que mantêm o uso contínuo sem a devida reavaliação clínica.

Especialistas alertam que o uso indiscriminado de indutores do sono e ansiolíticos pode mascarar patologias secundárias, como apneia obstrutiva, ansiedade generalizada e depressão. Além disso, substâncias sedativas de tarja preta apresentam elevado potencial de dependência física, tolerância química a médio prazo e efeitos colaterais diurnos, como sonolência excessiva, lapsos de memória e perda de reflexo motor.

Higiene do sono como alternativa clínica

Médicos reforçam que a abordagem terapêutica para distúrbios do sono deve priorizar a identificação das causas primárias antes de qualquer intervenção medicamentosa contínua.

A prática da chamada higiene do sono inclui a manutenção de horários regulares para acordar e dormir, o afastamento de telas digitais como celulares e televisores antes do repouso e a restrição de cafeína no período noturno. A psicoterapia comportamental focada na insônia também surge como método eficaz para recondicionar o organismo de forma duradoura e sem riscos químicos.

Fonte: Band.
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