Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, foi preso preventivamente suspeito de matar a própria esposa, de 52 anos, após uma discussão na tarde da última quarta-feira (21) em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele estava em liberdade condicional há 9 meses pelo crime de feminicídio cometido contra a ex-namorada.
Em 2016, ele matou Fernanda Aparecida da Silva, então com 18 anos. Após cumprir pena pelo primeiro crime e receber liberdade condicional por bom comportamento no início deste ano, ele voltou a se envolver em um relacionamento abusivo, que resultou no recente feminicídio.
Elizângela Aparecida Matheus foi assassinada dentro de casa, no bairro Parque da Cidadania. O crime teria acontecido durante uma discussão entre ela e o marido.
O homem fugiu do local do crime e só foi preso ontem, após se entregar em uma delegacia de Mirassol (SP). A prisão dele aconteceu de forma preventiva. A suspeita da polícia é de que ele estava escondido na casa do pai. As duas cidades têm distância de cerca de 15 km entre si.
Ao se entregar, ele justificou que matou a esposa acidentalmente, enquanto se defendia de um ataque. O suspeito disse à polícia que a vítima era "muito ciumenta" e teria retirado um punhal da gaveta dela para atacá-lo.
A versão dele contradiz a da testemunha do crime, filha de Elizângela, que contou à polícia que viu o momento em que Schnornberger esfaqueou a mulher. "Segundo o depoimento colhido, a filha adolescente se deparou com ele em cima dela a esfaqueando", afirmou a delegada Dálice Aparecida Ceron.
Elizângela e Hiago estavam casados havia pouco mais de um mês. Ela deixa duas filhas.