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Haddad: 'Brasil cresce 2% e SP 0,4%, e o Tarcísio não sabe por quê'

Durante o bloco dedicado à economia no primeiro debate dos candidatos ao governo de São Paulo, exibido pela Band neste domingo (9), o candidato Fernando Haddad (PT) adotou uma postura defensiva em relação aos indicadores nacionais e partiu para o ataque contra a gestão estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao confrontar o governador sobre o ritmo de atividade econômica de São Paulo, o ex-ministro defendeu a condução da política macroeconômica do governo federal e atribuiu a desaceleração do Estado a falhas de gestão local e ao legado monetário da gestão anterior do Banco Central.

Com foco nos dados de geração de emprego e controle inflacionário, Haddad buscou desarmar os alertas de recessão dados por Tarcísio, cobrando explicações para o descompasso entre o PIB paulista e o resultado do país.

Gestão macroeconômica e Banco Central

O embate começou com cobranças de Tarcísio sobre o controle de gastos públicos e a necessidade de ajustes fiscais no âmbito federal. Em resposta, Fernando Haddad criticou duramente a condução do Banco Central na gestão de Roberto Campos Neto, responsabilizando a taxa de juros herdada pelos gargalos no crédito e na rolagem de dívidas de empresas e famílias.

Haddad sustentou que as medidas tomadas em Brasília garantiram a recuperação dos indicadores básicos e rebatendo previsões pessimistas sobre o desempenho da atividade produtiva.

Inflação e desemprego

Frente às advertências de Tarcísio sobre o encurtamento da dívida pública e o risco de desaceleração no comércio e na indústria, Haddad enfatizou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país no cenário internacional. O candidato citou relatórios globais de atividade econômica para rebatizar a tese de retração iminente.

O candidato argumentou que os fundamentos da economia nacional seguem sólidos para garantir a continuidade da expansão da renda e da criação de postos de trabalho formais.

Desempenho econômico

O ponto alto da divergência ocorreu quando Haddad confrontou diretamente Tarcísio de Freitas em relação ao desempenho da economia paulista nos últimos 12 meses. O ex-prefeito contestou a justificativa de que São Paulo apenas reflete a dinâmica nacional, apontando uma discrepância significativa nos números do PIB.

Ao encerrar o bloco, Haddad sustentou que São Paulo possui musculatura financeira e escala produtiva suficientes para liderar a expansão nacional, argumentando que o resultado abaixo da média brasileira evidencia a ausência de uma política de desenvolvimento regional assertiva por parte do governo estadual.

Chegada dos candidatos à sede da Band

Os candidatos ao governo de São Paulo chegaram à sede da Band às 19h. Na entrada da emissora, Haddad falou que esperava um debate de propostas em alto nível, que também deve incluir tópicos da política nacional. Já Tarcísio chegou na sequência e também apontou que deve ocorrer uma nacionalização do debate. Os dois candidatos chegaram acompanhados de suas esposas.

Quando é próximo debate da Band

O próximo debate da Band será entre os presidenciáveis e está marcado para 23 de agosto, domingo, às 20h (de Brasília), com transmissão da Rede Bandeirantes em conjunto com a TV Cultura, a TV Gazeta e a Jovem Pan.

Em caso de segundo turno, os encontros estão previstos para 7 a 18 de outubro.

Quando é o próximo debate para governadores de SP

Após o início dos confrontos diretos no debate promovido pela Band neste domingo (9), os candidatos ao governo de São Paulo já possuem novos compromissos agendados para a campanha no primeiro turno:

  • 18 de setembro: Consórcio Momento da Decisão (CNN Brasil, SBT, Veja, entre outros)
  • 21 de setembro: Record
  • 29 de setembro: TV Globo

Fonte: Band.
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