Durante sua estadia nos Estados Unidos, onde alugou uma mansão próxima à do jogador Vini Júnior, a influenciadora Virginia Fonseca revelou ter contraído um forte resfriado. Em vez de buscar orientação médica convencional, no entanto, a empresária optou por utilizar a inteligência artificial para diagnosticar seus sintomas e comprar a medicação necessária.
Segundo a própria influenciadora, o gasto com os remédios indicados pela tecnologia chegou a aproximadamente 300 dólares, o equivalente a cerca de 1,5 mil reais. O relato foi discutido na tarde desta quinta-feira (2) durante o programa Melhor da Tarde, na Band.
A equipe da atração classificou a decisão da influenciadora como uma prática de alto risco. Para os participantes, o perigo não está apenas na automedicação, mas no fato de uma personalidade com milhões de seguidores compartilhar esse tipo de conduta, que pode ser replicada por fãs que confiam em suas sugestões.
Especialistas alertam sobre riscos da automedicação via IA
A bancada do programa, que contou com as análises de Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto foi unânime ao condenar a utilização de ferramentas de inteligência artificial para substituir o diagnóstico profissional. Leo Dias pontuou que, diferentemente do Brasil, onde o sistema farmacêutico permite uma orientação mais próxima, nos Estados Unidos a dinâmica de compra é distinta e não isenta o paciente dos riscos de tomar medicamentos incorretos.
"Gente, é uma coisa seríssima. Ela tem um público gigante", afirmou Pasqualotto, destacando que a responsabilidade de quem produz conteúdo na internet deveria ser maior ao tratar de temas de saúde. O debate enfatizou que ferramentas de IA, como o ChatGPT, não possuem certificação, exame clínico ou base de dados atualizada em tempo real para substituir uma consulta médica, sendo incapazes de avaliar o histórico clínico de um paciente.
"Por favor, não faça isso. Consulte sempre o médico. A inteligência artificial não pode te indicar remédios, não serve como terapia e não substitui nenhum profissional da saúde. Isso é sério", reforçaram os apresentadores.