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Governo federal avalia remover ponte após morte de jovem em salto sem corda

O governo federal informou que avalia a remoção da Ponte do Esqueleto, onde uma jovem morreu após ser lançada sem cordas de segurança durante um salto de rope jump. O caso aconteceu no último sábado (13), em Limeira, no interior de São Paulo.

Nesta segunda-feira (15), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e a Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram na região da Ponte do Esqueleto, onde se reuniram com os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis, Cristina Saad e Murilo Felix.

Nos encontros, os governos federal e municipais reiteraram a intenção de atuar em conjunto para inibir acesso à ponte “até uma solução definitiva para aquele patrimônio”.

“A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção”, informou a SPU em nota enviada à Band.

Na reunião, a prefeita de Cordeirópolis informou que o acesso à ponte pelo município sempre esteve bloqueada e manifestou posição favorável à implosão da ponte. “Prefeitura e SPU combinaram que o governo local vai reforçar ações para conter o acesso à ponte”.

O prefeito de Limeira também informou ao órgão as ações de contenção adotadas e manifestou posição favorável à demolição. “Na reunião, a prefeitura se comprometeu a reabrir vala que havia sido aberta para impedir acesso ao local e foi posteriormente fechada sem conhecimento da administração local”.

A Secretaria do Patrimônio da União, por sua vez, se comprometeu a colocar placas de aviso, informando que a “ponte é propriedade da União e a entrada é proibida, e instalar barreiras físicas para impedir o acesso à ponte”.

Em nota, o órgão ligado ao governo federal reafirmou que a transferência da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio, que nunca autorizou nenhuma atividade no local e que o “diálogo e parceria entre federados é o caminho para gestão de espaços de uso comum”.

O caso

Uma jovem, de 21 anos, identificada como Maria Eduarda Rodriguez, morreu depois de sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros de altura durante a realização de um salto de rope jump em Limeira, na região de Campinas, interior de São Paulo.

Em um vídeo gravado no momento exato do salto, é possível ouvir uma pessoa ao fundo questionando sobre as condições da corda logo após o lançamento da jovem.

Segundo a polícia, seis pessoas ligadas à organização do salto tentaram fugir, mas acabaram detidas. Após os depoimentos na delegacia, três suspeitos permanecem presos e os outros três foram liberados para responder em liberdade.

De acordo com informações oficiais fornecidas pela Prefeitura de Limeira, a empresa responsável pela operação da atividade não possui qualquer tipo de autorização municipal ou alvará para realizar saltos de rope jumpe naquele local.

Suspeitos pela morte de jovem negam tentativa de fuga

Os três acusados de tentativa de fuga depois da morte da jovem Maria Eduarda Rodriguez, de 21 anos, em Limeira, no interior de São Paulo, tiveram a prisão preventiva decretada e, durante a audiência de custódia, negaram que tentaram fugir do local. A jovem foi atirada de ao menos 40 metros de altura, sem cordas, ao pular de rope jump.

Os suspeitos afirmaram que permaneceram na cena do ocorrido para prestar os primeiros-socorros até que a polícia chegasse ao local.

Ainda durante a audiência, o juiz responsável pelo caso afirmou que a prisão preventiva é “necessária diante da gravidade concreta do crime e do modo de execução”. Segundo ele, os agentes policiais classificaram o incidente como homicídio doloso.

“A autoridade policial classificou o acontecido como homicídio doloso. Nesse passo, eu verifico que a qualificação se mostra adequada e acertada, à vista dos elementos. Não se pode, em uma atividade de extremo perigo, os lançadores e responsáveis não tenham assumido o risco da ocorrência ao atirarem a vítima sem qualquer verificação de segurança. A prisão preventiva é necessária diante da gravidade concreta do crime e do modo de execução”, disse o juiz.

Empresa clandestina

As investigações preliminares apontam para uma sequência grave de negligências. A empresa responsável pelo evento não possuía nenhum tipo de regulamentação ou autorização para operar a atividade de risco no local.

Após a queda da jovem, os organizadores tentaram fugir da cena antes da chegada das autoridades. Segundo a polícia, alguns dos envolvidos chegaram a trocar de camiseta para tentar despistar as testemunhas e a fiscalização.

Ao todo, seis pessoas foram conduzidas para a delegacia de polícia para prestar depoimento. Três homens continuam presos e responderão criminalmente pelo ato sob a tipificação de dolo eventual, quando se assume o risco consciente de produzir o resultado morte.

Limeira fala em processar o governo

A prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, informou neste sábado (13), que vai processar o governo federal “diante da omissão sobre a Ponte do Esqueleto”.

Em nota, a prefeitura de Limeira informou que, desde o início de 2025, a administração municipal estava adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área.

“A tragédia deste sábado (13), que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão. A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal”, afirmou a prefeitura de Limeira.

Conforme a nota, a prefeitura e a Câmara já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.

Fonte: Band.
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