Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado por policiais federais a entregar seu passaporte após perder a eleição presidencial, no último domingo (25), para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a intimação foi feita no meio da rua, quando visitava seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.
Segundo Flávio, a decisão para reter seu passaporte é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), baseada em uma fala de Eduardo Bolsonaro, do último dia 23, de que teria aconselhado o irmão a deixar o país caso perdesse a eleição. "Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?", indagou Flávio.
Durante vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio afirmou ainda que não reconhece a vitória de Lula e anunciou que acionará a equipe jurídica de sua campanha para pedir a anulação do pleito. O senador a prorrogação da votação em duas horas como "inaceitáveis" e criticou o ministro Cristiano Zanin, do STF, pela decisã.
Alegações de mudança de regras
Durante seu pronunciamento, Flávio sustentou que a extensão do horário de votação no encerramento da apuração causou uma quebra de isonomia entre os eleitores de diferentes cidades e estados. "Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo".
O candidato do PL afirmou ainda ser "impossível reconhecer os resultados das eleições no contexto como essas coisas aconteceram" e acrescentou acusações sobre a fase de apuração dos votos. Segundo ele, os representantes de seu partido teriam sido impedidos de acompanhar o processo na reta final:
Flávio concluiu a declaração afirmando que contestará o pleito judicialmente e apelou aos seus eleitores para que "não desistam do Brasil".