O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República, pediu “mais amor” e menos ódio, na tarde desta quinta-feira (30), durante a análise do veto ao PL da Dosimetria em conjunto pelo Congresso Nacional. A polarização política no Brasil teve início durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, nas eleições de 2018.
Tudo o que o Brasil não precisa é desse ódio que a gente viu aqui em cima da tribuna. Eu quero falar que se for a vontade de Deus, eu vou governar para todo mundo, inclusive para quem me xinga daquela tribuna com um monte de mentiras e calúnias, mais amor, por favor. Eu nunca fui condenado a nada, nunca tive processo criminal iniciado contra mim diferente do chefe delas, o Lula.
A declaração ocorreu em meio à uma sessão conturbada devido aos ânimos acirrados entre governo e oposição após a rejeição do Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no plenário do Senado na noite de quarta-feira (29).
Flávio Bolsonaro recebeu do presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União), o direito de resposta durante a sessão depois da deputada Fernanda Melchionna (PSOL) citar nominalmente o senador na tribuna.
“Vocês estão fazendo acordo para beneficiar corruptos e, salvar, principalmente, o Bolsonaro, o chefe da quadrilha dos golpistas criminosos”, afirmou Fernanda sobre o veto à proposta.
"Lembrei do escritório do crime que tinha relação com Flávio Bolsonaro, vou lembrar das rachadinhas, vou lembrar das relações com as milícias, vou lembrar das relações com Vorcaro que deu carona para o Nikolas [Ferreira] para a campanha de 2022”, ressaltou a deputada.
A sessão para análise do veto tomou outro rumo e acabou se tornando um palanque eleitoral dos parlamentares a favor e contra o governo federal.
PL Dosimetria
A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e vetada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A derrubada do veto pode alterar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. Para isso, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e de senadores (41), computados separadamente.